União Européia oferece ajuda às vítimas de terremoto na China
da Folha Online
A União Européia (UE) ofereceu à China apoio em trabalho humanitário para ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o país nesta segunda-feira e causou ao menos 10 mil mortes.
"A UE está disposta a apoiar seu trabalho no que puder, e nossos especialistas em trabalhos humanitários já estão em alerta para ajudar se for necessário", afirmou o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, em carta enviada ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
"Acompanho com grande preocupação as notícias sobre o grave terremoto que atingiu o distrito de Wenchuan, na província de Sichuan", disse Durão Barroso na mensagem, enviada na segunda-feira. Segundo o governo chinês, esse foi o pior terremoto dos últimos 30 anos.
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O presidente europeu destacou o alto número de vítimas e a supervisão do próprio Wen nos trabalhos de socorro, segundo informou a delegação da Comissão Européia em Pequim.
"Eu gostaria enviar minhas condolências pelas vítimas e seus familiares, e expressar a solidariedade dos europeus para com os chineses neste momento", acrescentou.
Resgate
Equipes de resgate seguiram trabalhando durante a noite, tirando corpos de escolas, casas, fábricas e hospitais destruídos pelo terremoto de 7,9 graus na escala Richter, que teve seu epicentro em uma montanhosa região da Província de Sichuan e foi sentido em boa parte da China.
A mídia estatal afirmou que houve 313 tremores secundários após o principal. O terremoto ocorreu a cerca de 10 km de profundidade.
Cerca de 200 mil soldados, policiais e reservistas foram enviados à região afetada, com alguns seguindo a pé devido à impossibilidade de transitar pelas estradas.
"Precisamos urgentemente de tendas, comida, remédios e equipamentos de comunicação por satélite", declarou o chefe do Partido Comunista de Wenchuan, Wang Bin, de acordo com a Xinhua.
Acredita-se que o tremor tenha sido o pior a atingir a China desde o terremoto de 1976, em Tangshan, onde até 300 mil pessoas morreram. Um tremor em 1933 na mesma área deixou cerca 9.000 mortos.
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