China tem abalos secundários; mortos chegam a quase 12 mil
da Folha Online
A China está tentando intensificar o trabalho de ajuda através do estabelecimento de um comando de emergência, após abalos secundários terem atingido as áreas afetadas pelo terremoto que deixou ao menos 11.921 mortos no país, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
Segundo a agência, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, realizou uma reunião no comando de emergência nesta segunda-feira à noite, da qual participaram funcionários do Departamento de Sismologia da China e do Ministério dos Assuntos Civis, para elaborar planos de emergência.
| Arte Folha Online |
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Até a manhã desta terça-feira, dois abalos secundários de 6 graus na escala Richter e 16 abalos de 5 graus de magnitude ocorreram em áreas atingidas pelo desastre no sudoeste da China.
Os resultados foram divulgados por organizações de pesquisas sismológicas chinesas, que estão fazendo monitoramento de terremotos naquelas áreas.
Segundo a agência de notícias Reuters, foram registrados mais de 1.950 pequenos tremores durante toda esta terça-feira. Para monitorar melhor os abalos secundários, equipes de monitoramento foram enviadas para as áreas afetadas.
Mortes
O número de mortes causadas pelo terremoto mais devastador a atingir a China em três décadas aumentou para ao menos 11.921, afirmou nesta terça-feira Wang Zhenyao, chefe do departamento de ajuda de emergência do Ministério de Assuntos Civis.
A agência de notícias estatal Xinhua disse que 10 mil pessoas estão soterradas somente na área de Mianzhu, a sudoeste da Província de Sichuan. Tropas também chegaram na localidade de Wenchuan, o epicentro do terremoto.
"O número de mortes do desastre chegou a 11.921", disse Zhenyao. "A prioridade é salvar pessoas. Enquanto houver um fio de esperança, tentaremos salvá-los", disse ele, acrescentando que a maior ameaça à vida agora são os deslizamentos de terra.
ONU
| Reuters |
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| Hospital destruído após terremoto em Dujiangyan, na Província de Sichuan |
As Nações Unidas expressaram hoje sua disposição em colaborar com o governo chinês no que precisar em matéria de "pessoal especializado e ajuda suplementar" para as vítimas do terremoto registrado na segunda-feira no país.
A Agência da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) lançou um alerta a seu pessoal especializado em situações de desastres, caso Pequim requeira sua colaboração, disse a porta-voz da entidade, Elisabeth Byrs.
Além disso, ela afirmou que a Ocha enviou também uma carta ao governo chinês para colocar à disposição uma equipe de especialistas em catástrofes ambientais, já que o terremoto afetou duas unidades químicas.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho afirmou que tem uma equipe que avalia os danos nas zonas atingidas em colaboração com as autoridades.
Acredita-se que o tremor tenha sido o pior a atingir a China desde o terremoto de 1976, em Tangshan, onde até 300 mil pessoas morreram. Um tremor em 1933 na mesma área deixou cerca 9.000 mortos.
Ajuda
O Japão e a União Européia já anunciaram ajuda humanitária aos afetados pelo terremoto. "A UE está disposta a apoiar seu trabalho no que puder, e nossos especialistas em trabalhos humanitários já estão em alerta para ajudar se for necessário", afirmou o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, em carta enviada ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
"Acompanho com grande preocupação as notícias sobre o grave terremoto que atingiu o distrito de Wenchuan, na província de Sichuan", disse Durão Barroso na mensagem, enviada na segunda-feira. Segundo o governo chinês, esse foi o pior terremoto dos últimos 30 anos.
O Japão informou que preparou o envio de material de emergência, equipes de especialistas médicos e de resgate, helicópteros e reservas de água, além de alimentos e cobertores, segundo a agência de notícias Kyodo.
"A China é nosso vizinho e está sofrendo um dano significativo, portanto queremos fazer por eles tudo que pudermos", disse hoje o ministro de Relações Exteriores japonês, Masahiko Komura, segundo a agência local de notícias Kyodo.
"Vamos ver o que nos pedem, porque há países que preferem fazer as coisas por conta própria. Nós estaremos dispostos a responder em qualquer momento", acrescentou.
Com agências internacionais
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