Mundo
13/05/2008 - 14h00

Virgínia Ocidental tem primária democrata tranqüila

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Colaboração para a Folha Online

Nesta terça-feira, os democratas e independentes votam tranqüilamente nos colégios eleitorais da Virgínia Ocidental, onde a pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton é vista como grande favorita.

Segundo o jornal local "Charleston Daily Mail", não há filas para votar nestas primeiras horas de primárias. A votação vai até às 19h (20h em Brasília).

Regina Bradford, eleitora democrata da cidade de Charleston, votou logo cedo em Hillary, parte porque se eleita ela será a primeira mulher na Presidência dos Estados Unidos, parte porque Regina ama Bill Clinton, o marido de Hillary e ex-presidente dos EUA. Virgínia Ocidental coloca em jogo apenas 28 delegados.

Já Helen Ivy reconhece que Hillary seria uma ótima presidente, mas preferiu escolher o nome de Barack Obama na cédula de votação. "Verdade, é histórico [ter um candidato negro à Presidência], mas eu sinto que ele é o mais qualificado para o trabalho", justificou ao "Charleston Daily Mail".

Mas nem todos os eleitores desta primária votarão no candidato democrata das eleições gerais. Como o democrata Ed Elswick que foi às urnas nesta terça-feira apenas para cumprir seu papel como eleitor já que planeja escolher o provável candidato republicano John McCain nas eleições de 4 de novembro.

"Não tem jeito de eu votar para Obama. Ele foi influenciado pelo reverendo Jeremiah Wright", explica Elswick, que votou em Hillary.

A chefe do Condado de Kanawha, Vera McCormick, afirmou ao jornal que a votação foi tranqüila e que poucos eleitores foram às urnas nestas primeiras horas. "Nós esperamos ver pessoas esperando na fila. Nós somos um Estado importante nesta eleição e estamos prontos para a votação", afirma Vera, refletindo a projeção do Estado no cenário nacional graças a acirrada disputa democrata deste ano.

Virgínia Ocidental é vista como um Estado crucial para as eleições gerais. Bill Clinton ganhou em 1992 e 1996 e George W. Bush conquistou a maioria dos votos das primárias republicanas em 2000 e 2004.

Cálculos

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira pela Universidade de Suffolk, em Massachusetts dá à ex-primeira-dama uma vantagem de 36 pontos percentuais sobre seu rival, Barack Obama, que teria apenas 24% dos votos, contra 60% de Hillary.

Contudo, mesmo uma vitória tão ampla para Hillary não é suficiente para modificar as poucas chances na disputa nacional. Segundo a rede de televisão CNN, Hillary continua atrás da corrida democrata com 1.697 delegados contra 1.869 de Obama.

Isso significa que ela precisa conquistar 172 dos 217 delegados restantes nestas últimas seis primárias --incluindo Virgínia Ocidental. Pela matemática do processo eleitoral norte-americano --na qual os delegados são divididos proporcionalmente ao voto popular obtido por cada candidato--, as chances são muito poucas de que ela reverta o quadro.

Pelo mesmo cálculo, Obama também não deve conseguir mais 156 delegados para alcançar os 2.025 necessários para garantir a nomeação democrata neste ciclo de primárias. A disputa passa então para ela para os superdelegados, os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente da votação popular.

E aí, mais uma evidência de que a disputa democrata já determinou seu vencedor. No começo do ano, Hillary --em muito influenciada pelos dois mandatos de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton-- contava com uma margem de mais de cem superdelegados.

Com as vitórias constantes de Obama e sua popularidade crescente, muitos destes líderes, incluindo amigos de longa data da família Clinton, mudaram de lado e apostaram seu voto no jovem senador por Illinois.

Na semana passada, Obama deu mais uma prova de sua força na disputa e, pela primeira vez em mais de um ano e meio de campanha, superou Hillary no número de superdelegados. Agora, segundo a CNN, Obama tem 277 superdelegados contra 273 de Hillary.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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