Mundo
14/05/2008 - 03h57

ONU adverte para possível formação de novo ciclone em Mianmar

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da Efe, em Bancoc
da Folha Online

A ONU advertiu nesta quarta-feira sobre a possibilidade de formação de outro ciclone no norte do mar de Andaman (no sul da Tailândia) e que poderia entrar pelo sul de Mianmar (ex-Birmânia) nas próximas 24 horas.

A região foi devastada no último fim de semana pelo ciclone Nargis, que deixou mais de 34 mil mortos e cerca de 30 mil desaparecidos, segundo dados oficiais do país.

O Centro Conjunto de Alerta de Ciclones, que pertence à ONU, disse que "a formação de um grande ciclone tropical é possível".

"Os ventos na área podem chegar a 46 km/h e 56 km/h", precisou o Centro Conjunto de Alerta de Ciclones.

A Organização Meteorológica Mundial tinha previsto na semana passada chuvas no sul de Mianmar, região devastada pelo ciclone "Nargis", a partir de hoje e que durariam aproximadamente três dias.

Ajuda internacional

A ONU calcula que a quantidade de mortos pela passagem do ciclone n a costa sudeste do país no dia 3 de maio é superior a 100 mil; além disso, a entidade afirma que milhares de pessoas correm o risco de morte caso a ajuda internacional não chegue rapidamente a 1,5 milhão de sobreviventes.

A organização propôs nesta terça-feira (13) estabelecer uma "ponte aérea" para Mianmar e evitar, assim, uma "segunda catástrofe".

Segundo entidades mundiais, a Junta Militar que governa o país continua impassível e insiste em controlar a distribuição da ajuda humanitária.

O regime também mantém sua determinação de rejeitar as pressões internacionais para autorizar com mais rapidez o desembarque de ajuda às vítimas, além de reafirmar que não permitirá a entrada de muitos voluntários.

"No momento, a nação não precisa de trabalhadores humanitários especializados", garantiu o vice-almirante Soe Thein, alto conselheiro da junta que governa Mianmar desde 1962, em entrevista ao jornal governamental "New Light of Myanmar".

Apesar de o ritmo de entrada de ajuda estrangeira ter se acelerado desde domingo, as necessidades continuam sendo imensas para sobreviventes desesperados e isolados, nas zonas do delta do Irrawaddy (sudoeste), onde ainda flutuam cadáveres em decomposição. A ONU alertou para possíveis epidemias de dengue e malária.

Até agora, as operações de socorro haviam permitido responder a apenas de 10% a 20% das necessidades de água potável, víveres e materiais, segundo a ONU.

 

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