OEA confia em rápida normalização das relações entre Equador e Colômbia
da Efe, em Lima
da Folha Online
A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou confiar na rápida normalização das relações diplomáticas entre Equador e Colômbia, após o conflito diplomático ocorrido em março entre os dois países. Para Víctor Rico, representante pessoal do secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, a melhoria das relações entre os dois países vai ocorrer em função dos avanços no diálogo entre os governos de Quito e Bogotá.
"Acho que é prematuro falar de prazos, mas confiamos em que os avanços possam continuar, e acreditamos que essa normalização poderá ocorrer em um prazo relativamente curto", disse Rico ao término de uma reunião de mais de quatro horas entre os vice-chanceleres do Equador, José Valencia, e da Colômbia, Camilo Reyes, no escritório da OEA, em Lima.
Rico afirmou que a reunião dos vice-chanceleres aconteceu em um ambiente "muito cordial, com espírito construtivo de ambas as partes", e anunciou que os dois funcionários decidiram "realizar um novo encontro em uma data que será definida nos próximos dias".
"O que quero destacar é que evidentemente há temas nos quais os avanços são maiores e há outros que requerem um maior trabalho e uma maior elaboração, mas não posso precisar quais são, porque são sensíveis", comentou.
Rico pediu compreensão pela pouca informação oferecida após a reunião e explicou que os temas tratados são complexos e sensíveis. "Mas posso afirmar que na reunião de hoje houve avanços nos temas discutidos", disse.
Os vice-ministros de Equador e Colômbia se reuniram pela primeira vez após a crise entre seus países no dia 29 de abril, no Panamá, durante uma missão organizada pelo secretário-geral da OEA.
Ataque
As divergências diplomáticas começaram no dia 1º de março, por causa da operação militar colombiana contra um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, que terminou com a morte de 26 pessoas, entre elas a de Raúl Reyes --o então número dois do órgão terrorista.
No dia seguinte (2), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente equatoriano Rafael Correa, ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de "dez batalhões" militares na fronteira entre os dois países. Quito também retirou seu embaixador em Bogotá.
Logo depois, ainda no domingo, Correa anunciou a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito e solicitou uma reunião urgente da OEA.
Na segunda-feira (3), líderes e governantes de todo o mundo se manifestaram sobre a crise. A Venezuela ordenou a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia e do corpo diplomático da embaixada colombiana em Caracas.
Na sexta-feira (7), o presidente equatoriano, Rafael Correa, aceitou as desculpas de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, e com um aperto de mãos deram por encerrado o conflito diplomático que envolveu também os presidentes da Venezuela e da Nicarágua. A paz foi selada na Cúpula do Grupo do Rio, em Santo Domingo, capital da República Dominicana.
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