Raça e educação influenciaram eleitores na Virgínia Ocidental, aponta pesquisa
Colaboração para a Folha Online
A ampla vitória da pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton na Virgínia Ocidental foi influenciada por questões de raça, educação, sua proposta para suspensão dos impostos sobre gasolina e até mesmo as controversas envolvendo Jeremiah Wright, ex-pastor de seu rival, Barack Obama, segundo pesquisas de boca-de-urna.
A vitória de Hillary com 67% dos votos contra 26% de Obama deveu-se principalmente ao apelo da ex-primeira-dama diante dos eleitores brancos (que correspondem a 95% do eleitorado) e daqueles com baixo nível de escolaridade.
Segundo pesquisas de boca-de-urna divulgadas na noite desta terça-feira, brancos com diploma universitário eram sete de cada dez eleitores nos colégios eleitorais do Estado. Entre eles, 70% apoiou Hillary, uma de suas melhores performances do ano diante deste eleitorado que a apóia desde o começo da corrida democrata.
| Chris Keane/Reuters |
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| Eleitores votam nas primárias democratas da Virgínia Ocidental, onde Hillary ganhou |
Pensando no cenário das eleições gerais, no qual Obama está muito próximo de garantir um lugar, apenas 45% dos brancos sem diploma universitário dizem que apoiariam Obama caso ele fosse o rival do provável candidato republicano John McCain nas eleições de 4 de novembro.
E a sua enorme vantagem entre os trabalhadores brancos sem diploma universitário é um dos maiores argumentos utilizado por Hillary para se manter na disputa e para dizer que é a candidata melhor capacitada para concorrer com McCain.
A raça foi um grande fator de influência para estas eleições, um cenário desfavorável para Obama que tem como plataforma eleitoral a transposição das diferenças raciais e que, se eleito, será o primeiro presidente negro dos EUA. Segundo a sondagem, um em cada cinco eleitores brancos admitiram a influência da questão racial em seu voto, uma das maiores porcentagens entre os Estados que já realizaram suas primárias.
Entre estes eleitores, 80% apóia Hillary, como outros Estados sulistas já demostraram. E apenas um terço deles disseram votar em Obama caso ele compita com McCain pela Casa Branca, o outro um terço votaria em McCain e o outro um terço simplesmente não votaria no dia das eleições gerais, em 4 de novembro.
Reverendo Wright
Embora Obama tenha ido à público condenar os comentários controversos de seu ex-pastor Jeremiah Wright --que defende que os EUA são fundamentalmente racistas e que a Aids foi criada pelo governo para matar os negros--, a sua ligação com o reverendo influenciou a escolha dos eleitores da Virgínia Ocidental.
Metade dos eleitores dizem acreditar que Obama divide muitos pontos de vista com o ex-pastor. Desses, oito em dez apóiam Hillary. A porcentagem de apoio de Hillary é menor, mas ainda muito significativa, entre os eleitores que dizem acreditar que Obama não concorda com Wright, 44%.
Outro fator que ajudou Hillary na votação da Virgínia Ocidental foi o apoio a proposta --inicialmente levantada por McCain-- da suspensão do imposto de cerca de 18% sobre o combustível durante os meses de verão, quando a maioria dos norte-americanos entram de férias e viajam de carro pelo país.
Segundo a pesquisa, seis em cada dez eleitores aprovam a proposta que Obama rechaçou como uma jogada sem efeitos para ganhar votos. Entre os eleitores que aprovam o plano, 75% apóiam Hillary. Já aqueles que disseram que a suspensão tributária era uma má idéia dividem-se igualmente entre os pré-candidatos democratas.
Ao mesmo tempo, 75% afirmou ter decidido seu candidato há um mês ou mais e entre estes, dois terços deles apóiam Hillary.
Outra influência positiva para Hillary foi a participação intensa de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, em sua campanha. De todos os eleitores desta terça-feira, 60% indicou que o fato de Clinton ter feito campanha foi importante na escolha de seu candidato e, dentre estes eleitores, 80% votou por Hillary.
Partido dividido
Em um reflexo da divisão profunda do Partido Democrata --divisão que os líderes partidários teme que possa afetar diretamente as chances democratas nas eleições de novembro--, apenas três em cada dez eleitores disseram que estão satisfeitos com qualquer candidato democrata para as eleições, seja Hillary ou Obama. Porcentagem bem abaixo da média de 46% no cenário de todos os Estados que já votaram.
Além disso, a pesquisa aponta também que mais de 40% dos eleitores da Virgínia Ocidental disse querer apenas Hillary como candidata democrata e apenas 14% indicam que querem apenas Obama como candidato.
Em mais uma indicação dos sentimentos democratas, apenas 54% dos eleitores de Obama disseram que votariam em Hillary caso ela fosse a candidata democrata nas eleições gerais. Repetindo um resultado que já apareceu em outros Estados, os eleitores de Hillary foram ainda mais negativos: apenas 38% disseram que votariam em Obama contra McCain.
Os resultados foram retirados de pesquisas de boca-de-urna realizadas pela Edison Media Research e Mitofsky International a pedido da agência de notícias Associated Press. A sondagem ouviu 1.478 eleitores durante as primárias da Virgínia Ocidental nesta terça-feira e tem uma margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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