Durante visita de Bush a Israel, foguete atinge shopping
Colaboração para a Folha Online
Um foguete atirado de Gaza atingiu um shopping center na cidade de Ashkelon, no sul de Israel, nesta quarta-feira. Ao menos 14 pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças, de acordo com oficiais de resgate consultados pela agência Associated Press. O grupo extremista Jihad Islâmico reivindicou a autoria do ataque.
O ataque coincide com a visita do presidente norte-americano George W. Bush a Jerusalém para uma conferência com líderes israelenses em comemoração aos 60 anos do Estado de Israel.
O foguete atingiu o terceiro andar do shopping Hutzot, segundo a rádio do Exército israelense.
Testemunhas disseram a emissoras de rádio israelenses que o foguete causou danos consideráveis. O diretor do serviço de resgate, Eli Bean, afirmou que pelo menos duas pessoas ficaram presas sob os escombros, mas foram resgatadas e levadas ao hospital.
Os foguetes feitos pelos grupos extremistas normalmente não possuem força suficiente para chegar em Ashkelon. Israel afirma que o Jihad compra os foguetes mais potentes do Irã.
Em discurso antes de ser comunicado sobre o ataque a Ashkelon, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, culpou o grupo extremista islâmico Hamas por ataques anteriores.
"Nós não seremos capazes de tolerar ataques contínuos em civis inocentes. Nós esperamos não ter que atacar o Hamas de outras maneiras, com o poder militar que Israel ainda não começou a utilizar de forma séria, para parar isso [os ataques]", afirmou.
Na segunda-feira (12), uma mulher de 70 anos foi morta por um foguete que atingiu uma casa em Moshav Yesha, a 15 km da faixa de Gaza. O ataque também foi reivindicado pelo Jihad Islâmico.
Bush
O presidente Bush afirmou que os 60 anos de democracia israelense são motivo de otimismo para a democracia em todo o Oriente Médio. Bush e sua mulher, Laura, viajaram nesta quarta-feira para Israel em razão das comemorações dos 60 anos de sua fundação.
"O que aconteceu aqui é possível em qualquer lugar", disse Bush, em uma viagem durante a qual fará novos pedidos por acordos de paz entre israelenses e palestinos.
"Eu suspeito que se você voltasse 60 anos e tentasse adivinhar onde Israel estaria agora, seria difícil imaginar uma terra tão próspera e cheia de esperanças", disse Bush, durante um encontro com o presidente israelense Shimon Peres. "Sem dúvida as pessoas diriam que a terra estaria cercada de forças hostis", completou Bush.
No encontro com Peres, Bush expressou seu otimismo por um novo acordo de paz entre os povos ainda durante seu mandato --que acaba no final do ano-- e um grande avanço nas conversações ainda durante sua visita ao país.
Peres, que ganhou o premio Nobel da Paz em 1994 por sua participação nos acordos de paz, apoiou o otimismo de Bush e afirmou que os israelenses querem trabalhar com os palestinos.
"Nós não somos seus inimigos. Nós gostaríamos de ver os palestinos vivendo juntos. Eles sofreram muito em suas vidas e a separação é uma tragédia para eles e para todos nós", disse Peres.
60 anos
Em referência a celebração dos 60 anos de Israel, Bush brincou com o fato do país ter um ano a menos que ele: "Como uma pessoa com 61 anos, isso não parece muito tempo".
Bush falou também dos julgamentos e críticas enfrentados por Israel e afirmou saber quão difícil foi para emergir como uma nação próspera e cheia de esperança.
Ao comentar a relação entre os dois países, seu compromisso pela democracia e a "aliança duradoura contra os terroristas e os tiranos", Bush disse que "os americanos e os israelenses podem estar orgulhosos de seu passado".
Bush antecipou ainda que no discurso que fará quinta-feira no Knesset (Parlamento israelense), falará sobre como "nossos países podem seguir avançando em nossos ideais e imaginar os próximos 60 anos de colaboração com confiança e esperança".
Nove deputados que representam a comunidade árabe, que reúne os descendentes dos 160 mil palestinos que ficaram sem suas terras após a criação do Estado de Israel, anunciaram que boicotarão o discurso de Bush.
Com Associated Press
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Especial


Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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