Democrata John Edwards apóia Barack Obama
Colaboração para a Folha Online
O ex-pré-candidato democrata à Presidência dos EUA, John Edwards, endossou nesta quarta-feira o aspirante democrata à Casa Branca Barack Obama, informou uma porta-voz do comitê do senador por Illinois.
"Eu confirmo o apoio [de John Edwards]", afirmou a porta-voz Jen Psaki a jornalistas.
| 08.jan.08 - Adam Hunger /Reuters |
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| Ex-senador democrata John Edwards apóia Barack Obama |
Edwards foi candidato a vice-presidente em 2004, na chapa de John Kerry, mas perdeu para o republicano e atual presidente George W. Bush.
O endosso de Edwards --que desistiu da corrida pela nomeação em janeiro-- pode ajudar Obama a conseguir o apoio dos trabalhadores brancos, o grupo demográfico mais fiel à também pré-candidata democrata Hillary Clinton.
O posicionamento de Edwards ocorre um dia após as primárias da Virgínia Ocidental, onde Obama perdeu por uma diferença de 41 pontos percentuais para Hillary, mas a derrota não foi suficiente para influenciar na liderança do senador no número de delegados e no voto popular.
A vitória de Hillary rendeu à ex-primeira-dama o apoio de mais 16 delegados. Obama recebeu mais sete. No entanto, o senador por Illinois conta com 1.881 delegados, contra 1.713 de Hillary.
Obama também recebeu nesta quarta-feira o apoio de três superdelegados do Partido Democrata, cujos votos serão decisivos na escolha do candidato que enfrentará John McCain em novembro. Hillary Clinton, por sua vez, recebeu o apoio de apenas um superdelegado.
O senador democrata também foi endossado pelo Naral --a principal organização de defesa do direito ao aborto nos Estados Unidos-- e por três ex-presidentes da SEC, a autoridade americana de regulação dos mercados.
Após a Virgínia Ocidental, restam apenas cinco primárias na disputa democrata. Hillary é favorita para vencer em Porto Rico e Kentucky. Obama lidera as pesquisas de intenção de voto em Oregon e Dakota do Sul. A disputa mais acirrada deve ocorrer em Montana.
| 3.jan.08 - Chris Carlson/AP |
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| John Edwards cumprimenta eleitores em Iowa quando ainda disputava a candidatura democrata para a Presidência dos EUA |
Campanha
Em visita a Michigan nesta quarta-feira, o senador por Illinois se encontrou com operários da indústria automobilística e defendeu a renovação da indústria manufatureira americana.
Obama nega, mas já iniciou a campanha para as eleições gerais de novembro e tenta melhorar a sua imagem entre os trabalhadores brancos. O senador não citou o nome de Hillary e limitou suas críticas a McCain, a quem acusa de "querer dar continuidade à política de George W. Bush, que fracassou".
De acordo com uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, tanto Obama como Hillary ganhariam seu duelo contra McCain. Segundo o estudo, Obama tem 7 pontos de vantagem em relação a McCain (47% contra 40%), e Hillary conta com uma vantagem de 5 pontos (46% contra 41%).
Ainda nesta quarta-feira, Hillary voltou para Washington para uma série de entrevistas e encontros com doadores de campanha. Ela afirmou que trabalhará duro nas próximas cinco primárias e não sairá da disputa.
"Vou lutar até que o último norte-americano tenha a chance de ser ouvido", disse a senadora.
A campanha de Hillary possui US$ 20 milhões (R$ 33,2 milhões) em dívidas, mas o presidente do comitê da ex-primeira-dama afirmou que possui recursos para competir com Obama e descreveu os doadores como "prontos para agir e ajudar".
Com Reuters e Efe
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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