Mundo
14/05/2008 - 18h52

Democrata John Edwards apóia Barack Obama

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Colaboração para a Folha Online

O ex-pré-candidato democrata à Presidência dos EUA, John Edwards, endossou nesta quarta-feira o aspirante democrata à Casa Branca Barack Obama, informou uma porta-voz do comitê do senador por Illinois.

"Eu confirmo o apoio [de John Edwards]", afirmou a porta-voz Jen Psaki a jornalistas.

08.jan.08 - Adam Hunger /Reuters
Ex-senador democrata John Edwards apóia o Barack Obama
Ex-senador democrata John Edwards apóia Barack Obama

Edwards foi candidato a vice-presidente em 2004, na chapa de John Kerry, mas perdeu para o republicano e atual presidente George W. Bush.

O endosso de Edwards --que desistiu da corrida pela nomeação em janeiro-- pode ajudar Obama a conseguir o apoio dos trabalhadores brancos, o grupo demográfico mais fiel à também pré-candidata democrata Hillary Clinton.

O posicionamento de Edwards ocorre um dia após as primárias da Virgínia Ocidental, onde Obama perdeu por uma diferença de 41 pontos percentuais para Hillary, mas a derrota não foi suficiente para influenciar na liderança do senador no número de delegados e no voto popular.

A vitória de Hillary rendeu à ex-primeira-dama o apoio de mais 16 delegados. Obama recebeu mais sete. No entanto, o senador por Illinois conta com 1.881 delegados, contra 1.713 de Hillary.

Obama também recebeu nesta quarta-feira o apoio de três superdelegados do Partido Democrata, cujos votos serão decisivos na escolha do candidato que enfrentará John McCain em novembro. Hillary Clinton, por sua vez, recebeu o apoio de apenas um superdelegado.

O senador democrata também foi endossado pelo Naral --a principal organização de defesa do direito ao aborto nos Estados Unidos-- e por três ex-presidentes da SEC, a autoridade americana de regulação dos mercados.

Após a Virgínia Ocidental, restam apenas cinco primárias na disputa democrata. Hillary é favorita para vencer em Porto Rico e Kentucky. Obama lidera as pesquisas de intenção de voto em Oregon e Dakota do Sul. A disputa mais acirrada deve ocorrer em Montana.

3.jan.08 - Chris Carlson/AP
John Edwards cumprimenta eleitores em Iowa quando ainda disputava a candidatura democrata para a Presidência dos EUA
John Edwards cumprimenta eleitores em Iowa quando ainda disputava a candidatura democrata para a Presidência dos EUA

Campanha

Em visita a Michigan nesta quarta-feira, o senador por Illinois se encontrou com operários da indústria automobilística e defendeu a renovação da indústria manufatureira americana.

Obama nega, mas já iniciou a campanha para as eleições gerais de novembro e tenta melhorar a sua imagem entre os trabalhadores brancos. O senador não citou o nome de Hillary e limitou suas críticas a McCain, a quem acusa de "querer dar continuidade à política de George W. Bush, que fracassou".

De acordo com uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, tanto Obama como Hillary ganhariam seu duelo contra McCain. Segundo o estudo, Obama tem 7 pontos de vantagem em relação a McCain (47% contra 40%), e Hillary conta com uma vantagem de 5 pontos (46% contra 41%).

Ainda nesta quarta-feira, Hillary voltou para Washington para uma série de entrevistas e encontros com doadores de campanha. Ela afirmou que trabalhará duro nas próximas cinco primárias e não sairá da disputa.

"Vou lutar até que o último norte-americano tenha a chance de ser ouvido", disse a senadora.
A campanha de Hillary possui US$ 20 milhões (R$ 33,2 milhões) em dívidas, mas o presidente do comitê da ex-primeira-dama afirmou que possui recursos para competir com Obama e descreveu os doadores como "prontos para agir e ajudar".

Com Reuters e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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