Mundo
14/05/2008 - 20h07

Hillary pede para eleitores votarem em Obama se ele for o nomeado

Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata Hillary Clinton reafirmou nesta quarta-feira que continuará na corrida pela nomeação democrata e disse que seria um "erro terrível" se seus eleitores votassem em McCain, em entrevista ao programa "The Situation Room", da rede CNN de televisão.

Veja matéria na íntegra, em inglês, no site da CNN

Reprodução

"Qualquer um que alguma vez já votou em mim ou em Obama tem muito mais em comum com o outro candidato, em termos do que nós queremos que aconteça em nosso país e no mundo, do que com John McCain", afirmou Hillary.

Pesquisas na Virgínia Ocidental --Estado onde Hillary venceu as primárias por 41 pontos de diferença-- indicaram que somente 36% dos eleitores da senadora votariam em seu rival democrata, Barack Obama, se ele fosse o candidato.

Por outro lado, a grande maioria dos eleitores de Obama afirmaram votar em Hillary em uma suposta eleição contra o provável candidato republicano John McCain.

"Eu vou trabalhar duro por qualquer que seja o nosso nomeado. Obviamente, eu ainda espero ser a candidata, mas vou fazer tudo o que puder para ter certeza de que todos que me apoiaram (...) entendam que será um grave erro não votar no senador Obama", acrescentou.

Apesar de demostrar apoio às decisões do Partido Democrata, Hillary reafirmou que só sairia da disputa depois de que todos os Estados tenham a oportunidade de votar.

"Eu não vou a lugar algum, exceto a Kentucky, Oregon, Montana, Dakota do Sul e Porto Rico", disse Hillary, referindo-se às próximas primárias democratas.

A senadora por Nova York afirmou que a disputa não está baseada no fator racial e afirmou que explorar a questão é "ofensivo".

"É ofensivo. Eu acredito que as pessoas votam em mim porque elas pensam que eu seria a melhor presidente. E penso que as pessoas votam nele (Obama) por acreditarem que seria o melhor presidente. Esta é a maneira que isso deve ser", acrescentou.

No entanto, Hillary continua liderando entre os eleitores da classe trabalhadora branca, enquanto Obama possui mais de 90% do voto dos negros.

A senadora democrata se emocionou ao falar sobre a presença de sua filha Chelsea Clinton, 28, em sua campanha, o que afirmou considerar "uma das mais inacreditáveis e gratificantes experiências" de sua vida.

"Ela faz isso (a campanha) porque ela é minha filha, mas também faz porque, como ela diz, é uma jovem americana que se preocupa com nosso futuro", completou Hillary.

Comentários dos leitores
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
RIO DE JANEIRO / RJ
Sr. José Nunes, agradeço da mesma forma. Torna-se mesmo difícil abordar questões relativas a uma terra que até hoje é chamada de "santa" sem entrar no mérito da questão. Minha intenção foi saber se o sr. ficaria restrito ao Antigo Testamento ou se chegaria mais adiante, já que o Deus é o mesmo e a profecia do Apocalipse segue a mesma linha das anteriores, ou seja, conflitos entre o que seria o "bem" e o que seria o "mal", aí cada religião dá a sua interpretação... Mas o grande detalhe para mim, nesse caso, é chegar à conclusão bíblica de que não serão os povos do Antigo Testamento, atuais muçulmanos, os guerreiros de uma possível batalha em Israel. Veja que estou falando em profecias, não que acredite piamente nelas, mas na História mais recente não tem sido o povo árabe o grande perseguidor do povo de Israel, existe sim um conflito de terras que inclusive impede o sonho do "Grande Oriente Médio" de Shimon Peres. Me corrija por favor se estiver errada. sem opinião
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Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Aproveitando agora o periodo de hibernacao do ciclo eleitoral nos EUA vou comentar a respeito dos problemas com as pesquisas de opiniao nos EUA, como eu havia prometido. Pesquisas de opiniao nos EUA estao sujeitas a um erro muito maior do que no Brasil por dois motivos: 1) o voto popular nacional nao interessa, mas o desempenho em cada Estado e no colegio eleitoral; e 2) o voto nao eh obrigatorio, entao eh preciso "adivinhar" quem vai votar. Ha dois casos emblematicos para ilustrar o primeiro motivo: a eleicao de 2000 quando Gore teve 540 mil de votos a mais que Bush e nao se tornou presidente, e a eleicao de 1980 quando Reagan obteve soh 50,7% do voto nacional, mas venceu em 44 dos 50 Estados americanos. No Brasil eh mais facil ponderar os resultados de uma pesquisa e ajusta-los baseados em informacoes demograficas nacionais do eleitorado porque o voto eh obrigatorio. Nos EUA, eh necessario fazer esse ajuste Estado por Estado e ainda adicionar uma receita caseira pelo Instituto de pesquisa pra adivinhar quem vai votar. Essas receitas sao normalmente baseadas em identificacao partidaria (% de Republicanos, Democratas e Independentes) e demografia do eleitorado que compareceu as urnas em eleicoes passadas em cada Estado. Isso quer dizer que se houver grupos bem mais/menos entusiasmados nessas eleicoes do que nas anteriores, eh provavel que essa receita caseira de ponderacao nao funcione e as pesquisas nao reflitam o resultado real. 1 opinião
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rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
Simplesmente mais um presidente. Só isso. Não há nada de novo. 5 opiniões
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