Mundo
15/05/2008 - 08h28

McCain diz que pode ganhar a Guerra do Iraque em quatro anos

Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain afirma nesta quinta-feira que os Estados Unidos podem ganhar a Guerra no Iraque durante os quatro anos de seu possível mandato, deixando no país uma democracia funcional e permitindo que a maioria das tropas norte-americanas volte para a casa.

Em discurso planejado para esta quinta-feira, em Columbus, Ohio, McCain reitera seu argumento de que a manutenção das tropas norte-americanas no Iraque após este período será apenas para manter a estabilidade na região, assim como a presença militar dos EUA no Japão, Coréia do Sul e Alemanha.

McCain foi duramente criticado por seus rivais democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, após declarar em uma entrevista que o Exército norte-americano poderia ficar no Iraque por mais cem anos. Obama lançou uma série de propagandas contra o republicano, desenhando-o como um candidato militarista e pró-guerra.

18abr08 Yuri Gripas/Efe
Texto: MTC11.WASHINGTON (WASHINGTON).18/4/2008.- El senador republicano y candidato a la presidencia John McCain escucha el discurso del presidente de los Estados Unidos George W. Bush durante el Desayuno Catúlico Anual de Oraciún que se celebra en el Hotel hilton de Washington DC hoy viernes 18 de abril de 2008. EFE/YURI GRIPAS / POOL
Provável candidato republicano John McCain discursa sobre futuro sob seu governo

A Guerra do Iraque é um dos principais temas de divergência entre republicanos e democratas, os primeiros defendem a manutenção do conflito até o final e os últimos propagandeiam a retirada das tropas o mais rápido possível.

Nos trechos do discurso disponibilizados à imprensa, McCain descreve o cenário nacional após seu possível mandato de quatro anos.

Sobre o conflito no Iraque que já entra em seu sexto ano, McCain afirma que, até 2013, os Estados Unidos terão ganho a batalha e que no país estará funcionando uma democracia funcional. Cauteloso, McCain ressaltou que a nação ainda sofrerá os efeitos de "décadas de tirania e séculos de tensão sectária" e que "violência ainda ocorrerá, mas será muito reduzida".

O senador por Arizona disse também que, embora as tropas norte-americanas permaneçam no país, os soldados não teriam de "um papel de combate", porque as forças iraquianas serão capazes de manter ordem.

De volta ao tom da acirrada campanha, McCain argumenta que Obama e Hillary estão prometendo uma retirada "irresponsável" das tropas no Iraque, uma promessa que, segundo ele, eles não conseguirão cumprir "depois que encararem a realidade". Recentemente, McCain falou que a retirada das tropas do Iraque causaria "o caos e genocídio" na região e que seria admitir a derrota dos EUA diante das forças terroristas do Oriente Médio.

Derrota republicana

Enquanto McCain investe na sua candidatura para um terceiro governo republicano seguido nos Estados Unidos, os republicanos enfrentam perdas no legislativo. O partido, que perdeu a liderança do Congresso para os democratas em 2006, agora amargam derrotas em disputas eleitorais por cadeiras na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados).

Nesta terça-feira, os republicanos perderam uma cadeira na Casa de Mississippi para o democrata Travis Childers. Os republicanos apostaram na figura do vice-presidente, Dick Cheney, que fez campanha intensa contra Childers, e em comerciais que mostravam a ligação do democrata com Obama, visto por muitos eleitores do Mississippi como muito liberal.

McCain, que tenta se distanciar do impopular Bush, falou a repórteres nesta quarta-feira que reconhece que a imagem negativa de seu partido diante dos eleitores pode prejudicar seu desempenho nas urnas das eleições gerais, em 4 de novembro.

"Nós temos muito trabalho a fazer", disse McCain. "Eu tenho muito trabalho a fazer e entendo o desafio. Eu estou confiante que no final do dia a minha visão e meu plano para esta nação ganharão a maioria dos votos. Mas eu não mantenho ilusões", completou.

Comentários dos leitores
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
RIO DE JANEIRO / RJ
Sr. José Nunes, agradeço da mesma forma. Torna-se mesmo difícil abordar questões relativas a uma terra que até hoje é chamada de "santa" sem entrar no mérito da questão. Minha intenção foi saber se o sr. ficaria restrito ao Antigo Testamento ou se chegaria mais adiante, já que o Deus é o mesmo e a profecia do Apocalipse segue a mesma linha das anteriores, ou seja, conflitos entre o que seria o "bem" e o que seria o "mal", aí cada religião dá a sua interpretação... Mas o grande detalhe para mim, nesse caso, é chegar à conclusão bíblica de que não serão os povos do Antigo Testamento, atuais muçulmanos, os guerreiros de uma possível batalha em Israel. Veja que estou falando em profecias, não que acredite piamente nelas, mas na História mais recente não tem sido o povo árabe o grande perseguidor do povo de Israel, existe sim um conflito de terras que inclusive impede o sonho do "Grande Oriente Médio" de Shimon Peres. Me corrija por favor se estiver errada. sem opinião
avalie fechar
Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Aproveitando agora o periodo de hibernacao do ciclo eleitoral nos EUA vou comentar a respeito dos problemas com as pesquisas de opiniao nos EUA, como eu havia prometido. Pesquisas de opiniao nos EUA estao sujeitas a um erro muito maior do que no Brasil por dois motivos: 1) o voto popular nacional nao interessa, mas o desempenho em cada Estado e no colegio eleitoral; e 2) o voto nao eh obrigatorio, entao eh preciso "adivinhar" quem vai votar. Ha dois casos emblematicos para ilustrar o primeiro motivo: a eleicao de 2000 quando Gore teve 540 mil de votos a mais que Bush e nao se tornou presidente, e a eleicao de 1980 quando Reagan obteve soh 50,7% do voto nacional, mas venceu em 44 dos 50 Estados americanos. No Brasil eh mais facil ponderar os resultados de uma pesquisa e ajusta-los baseados em informacoes demograficas nacionais do eleitorado porque o voto eh obrigatorio. Nos EUA, eh necessario fazer esse ajuste Estado por Estado e ainda adicionar uma receita caseira pelo Instituto de pesquisa pra adivinhar quem vai votar. Essas receitas sao normalmente baseadas em identificacao partidaria (% de Republicanos, Democratas e Independentes) e demografia do eleitorado que compareceu as urnas em eleicoes passadas em cada Estado. Isso quer dizer que se houver grupos bem mais/menos entusiasmados nessas eleicoes do que nas anteriores, eh provavel que essa receita caseira de ponderacao nao funcione e as pesquisas nao reflitam o resultado real. 1 opinião
avalie fechar
rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
Simplesmente mais um presidente. Só isso. Não há nada de novo. 5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1389)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca