McCain diz que pode ganhar a Guerra do Iraque em quatro anos
Colaboração para a Folha Online
O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain afirma nesta quinta-feira que os Estados Unidos podem ganhar a Guerra no Iraque durante os quatro anos de seu possível mandato, deixando no país uma democracia funcional e permitindo que a maioria das tropas norte-americanas volte para a casa.
Em discurso planejado para esta quinta-feira, em Columbus, Ohio, McCain reitera seu argumento de que a manutenção das tropas norte-americanas no Iraque após este período será apenas para manter a estabilidade na região, assim como a presença militar dos EUA no Japão, Coréia do Sul e Alemanha.
McCain foi duramente criticado por seus rivais democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, após declarar em uma entrevista que o Exército norte-americano poderia ficar no Iraque por mais cem anos. Obama lançou uma série de propagandas contra o republicano, desenhando-o como um candidato militarista e pró-guerra.
| 18abr08 Yuri Gripas/Efe |
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| Provável candidato republicano John McCain discursa sobre futuro sob seu governo |
A Guerra do Iraque é um dos principais temas de divergência entre republicanos e democratas, os primeiros defendem a manutenção do conflito até o final e os últimos propagandeiam a retirada das tropas o mais rápido possível.
Nos trechos do discurso disponibilizados à imprensa, McCain descreve o cenário nacional após seu possível mandato de quatro anos.
Sobre o conflito no Iraque que já entra em seu sexto ano, McCain afirma que, até 2013, os Estados Unidos terão ganho a batalha e que no país estará funcionando uma democracia funcional. Cauteloso, McCain ressaltou que a nação ainda sofrerá os efeitos de "décadas de tirania e séculos de tensão sectária" e que "violência ainda ocorrerá, mas será muito reduzida".
O senador por Arizona disse também que, embora as tropas norte-americanas permaneçam no país, os soldados não teriam de "um papel de combate", porque as forças iraquianas serão capazes de manter ordem.
De volta ao tom da acirrada campanha, McCain argumenta que Obama e Hillary estão prometendo uma retirada "irresponsável" das tropas no Iraque, uma promessa que, segundo ele, eles não conseguirão cumprir "depois que encararem a realidade". Recentemente, McCain falou que a retirada das tropas do Iraque causaria "o caos e genocídio" na região e que seria admitir a derrota dos EUA diante das forças terroristas do Oriente Médio.
Derrota republicana
Enquanto McCain investe na sua candidatura para um terceiro governo republicano seguido nos Estados Unidos, os republicanos enfrentam perdas no legislativo. O partido, que perdeu a liderança do Congresso para os democratas em 2006, agora amargam derrotas em disputas eleitorais por cadeiras na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados).
Nesta terça-feira, os republicanos perderam uma cadeira na Casa de Mississippi para o democrata Travis Childers. Os republicanos apostaram na figura do vice-presidente, Dick Cheney, que fez campanha intensa contra Childers, e em comerciais que mostravam a ligação do democrata com Obama, visto por muitos eleitores do Mississippi como muito liberal.
McCain, que tenta se distanciar do impopular Bush, falou a repórteres nesta quarta-feira que reconhece que a imagem negativa de seu partido diante dos eleitores pode prejudicar seu desempenho nas urnas das eleições gerais, em 4 de novembro.
"Nós temos muito trabalho a fazer", disse McCain. "Eu tenho muito trabalho a fazer e entendo o desafio. Eu estou confiante que no final do dia a minha visão e meu plano para esta nação ganharão a maioria dos votos. Mas eu não mantenho ilusões", completou.
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