Mundo
15/05/2008 - 15h51

Após discurso de Bush, Obama diz que presidente fez ataque político

Colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca Barack Obama denunciou nesta quinta-feira um "ataque político" do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acusou implicitamente os democratas de não ter pulso firme contra os terroristas.

"Alguns parecem acreditar que nós devemos negociar com os terroristas e radicais, como se um argumento ingênuo os persuadirá que eles estão errados o tempo inteiro", afirmou Bush durante um discurso pronunciado diante do Knesset, o Parlamento israelense, em Jerusalém, por ocasião dos 60 anos do Estado de Israel.

Bush afirmou que é uma "falsa ilusão" pensar que o terrorismo pode ser evitado através do diálogo. O presidente citou a história de um senador norte-americano que, em vão, imaginou que poderia ter evitado o avanço nazista. "Enquanto tanques nazistas cruzavam a Polônia em 1939, um senador norte-americano declarou: 'Meu Deus, se eu ao menos pudesse ter conversado com Hitler. tudo isso poderia ter sido evitado'", contou, dizendo que o diálogo acarreta em um "falso conforto" da trégua.

Obama, que durante sua campanha pela candidatura democrata expressou seu interesse em se reunir com os líderes de países tidos como inimigos históricos de Bush, como Cuba ou Irã, sentiu-se ofendido e respondeu às afirmações que a Casa Branca ressalta que não foram dirigidas a ele.

"É triste que o presidente Bush usasse um discurso diante do Knesset por ocasião do 60º aniversário da independência de Israel para lançar um ataque político falso", disse o senador por Illinois em um comunicado.

"Chegou a hora de virar a página de oito anos de uma política que reforçou o Irã e tornou a América e seu aliado Israel mais vulneráveis", afirmou. "George W. Bush sabe que nunca apoiei o diálogo com os terroristas", prosseguiu Obama.

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, negou que Bush estivesse se referindo a Obama. "Há muitos que sugeriram este tipo de negociações com pessoas com as quais o presidente Bush não acredita que deveríamos falar", afirmou Perino.

"Entendo que quando alguém está concorrendo pela Presidência pensa que o mundo gira a seu redor, mas isso nem sempre é certo e não é, neste caso", acrescentou.

O provável candidato presidencial republicano, John McCain, criticou insistentemente Obama por dizer que se reuniria com o chefe de Estado cubano, Raúl Castro, sem impor condições. McCain ressalta que só falará com Cuba depois que o governo realizar eleições livres.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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