Manifestantes medem forças com Sarkozy sobre reformas na França
Colaboração para a Folha Online
Dezenas de milhares de funcionários públicos se manifestam nesta quinta-feira na França durante um dia de greve e paralisação dos professores, que protestam contra reduções de efetivos e sobre as quais governo e o ministro da Educação, Xavier Darcos, afirmaram que não irão ceder.
| Charles Platiau/Reuters |
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| Professores, estudantes e trabalhadores do setor público protestam contra reformas |
"Os protestos não vão mudar nada", afirmou na quarta-feira Darcos.
A resposta ao ministro foi dada pela prefeita socialista de Lille (norte da França), Martine Aubry: "os professores não estão nas ruas para perturbar os franceses, mas para defender nossos filhos".
A paralisação foi bastante expressiva no setor da educação, com 63% de grevistas no ensino primário e 55% no ensino secundário, segundo os sindicatos. Já o Ministério da Educação deu números de 46% e 33,5%.
Manifestações
Em Paris, 50 mil a 60 mil manifestantes, segundo os sindicatos, e 18 mil, segundo a polícia, foram às ruas nesta quinta-feira. No restante da França, os protestos reuniram 106 mil pessoas, segundo a polícia, e 207 mil, segundo os organizadores.
Os sindicatos acusam o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de conduzir uma "política de desmantelamento" do serviço público.
O governo, que quer diminuir o déficit público da França e que prega uma "revolução cultural" no setor, previu 22.900 supressões de postos no orçamento de 2008, sendo 11.200 na Educação.
A Direção Geral de Aviação Civil advertiu de que pode haver alterações do tráfego aéreo. Mas não se prevêem problemas na empresa nacional de ferrovias, SNCF, ou no transporte público urbano de Paris.
Sarkozy deve falar sobre as greves e paralizações no fim da tarde.
Em 22 de maio, quando as principais centrais sindicais do setor privado convocaram um dia de greve e mobilização contra a reforma previdenciária, um sindicato de motoristas das ferrovias pediu que seus sindicados se somem à paralisação, sem que se descarte que outros da SNCF façam o mesmo.
A frança tem 2,5 milhões de funcionários públicos.
Com Agências Internacionais
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