Primeiro-ministro chinês diz que terremoto foi o pior desde 1949
Colaboração para a Folha Online
O terremoto que atingiu o sudoeste da China na segunda-feira foi o mais destrutivo no país desde a fundação da República Popular da China (1949), afirmou nesta quinta-feira o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. As autoridades chinesas disseram que provavelmente 50 mil pessoas morreram, num momento em que diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes.
| Arte Folha Online |
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"Os mortos chegam a 50 mil", informou a televisão estatal, citando as últimas cifras publicadas pelo Centro Nacional de Resgate, e que superam amplamente o número anterior de 15 mil vítimas fatais e 27 mil desaparecidos.
Trata-se da primeira vez que o governo chinês faz uma estimativa do número de mortos, e inclui boa parte das dezenas de milhares de pessoas sepultadas sob os escombros, o que constitui uma indicação das poucas expectativas de encontrá-las com vida.
O terremoto devastou a região montanhosa da Província de Sichuan e arrasou várias cidades. Comparado a terremotos anteriores na China, é o mais devastador sofrido desde o de Tangshan, perto de Pequim, em 1976, que causou 242 mil mortos.
Sobreviventes
"Se houver sobreviventes em semelhantes condições é uma questão de sorte ou um milagre" resgatá-los, disse Zhang Zhoushu, vice-diretor do Centro de Prevenção de Desastres e Terremotos, com sede em Pequim.
| Xiao Li/Efe |
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| Soldados chineses marcham para o município de Hongbai, onde as rodovias estão interditadas em razão dos deslizamentos de terra |
Em meio à tragédia, ocorrem "milagres", como atesta a menina de 11 anos resgatada com vida nesta quinta-feira, depois de passar 68 horas soterrada entre os escombros de uma escola.
Cerca de 70 pais aguardavam junto ao que sobrou da escola primária localizada na Província de Sichuan, quando as equipes de resgate ouviram a voz da menina.
"É maravilhoso, está viva!" disse uma testemunha ao ver a criança.
Mais de 12,5 toneladas de suprimentos foram jogadas de aviões, e helicópteros chegam às regiões afetadas levando equipes de resgate e ajuda.
Autoridades disseram que colchas, tendas, comida e telefones via satélite são os itens mais necessários. O Ministério da Saúde declarou que as necessidades médicas vão desde itens básicos como bandagens e antibióticos até equipamentos sofisticados.
Saúde e Educação
O vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang, afirmou que, por enquanto, não há focos de epidemias nas zonas atingidas pelo terremoto que atingiu o sudoeste da China. Apesar disso, os sobreviventes estão sendo imunizados contra algumas doenças.
Em entrevista coletiva em Pequim, Qiang afirmou que as autoridades continuarão em alerta, já que poderiam ocorrer doenças devido às condições de insalubridade que surgem após catástrofes.
| Jiang Hongjing/AP/Xinhua |
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| Homem chora sobre escombros em Qingchuan, no sudoeste da Província chinesa de Sichuan |
"Isto é apenas o começo dessa batalha. Há um longo caminho a nossa frente", disse o vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang.
"Para cada fio de esperança, nossos esforços irão aumentar cem vezes mais. Não desistiremos".
O Ministério da Educação chinês permitiu a suspensão das aulas às escolas no sudoeste da China atingidas pelo terremoto de acordo com as necessidades locais, informou um porta-voz do ministério nesta quinta-feira.
"Algumas escolas na região atingida ficaram seriamente danificadas e os diretores devem considerar as condições em que elas se encontram antes de permitir o retorno das aulas", disse Wang Xuming, porta-voz do ministério, durante coletiva.
Wang disse que o ministério ainda não calculou o número de escolas perdidas no terremoto. Segundo o porta-voz, foi pedido aos governos locais que avaliem os danos e calculem as perdas.
Com Agências Internacionais
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