Bolívia acusa Telecom de "congelar" US$ 90 milhões de companhia nacionalizada
da Efe, em La Paz
O governo da Bolívia acusou hoje a empresa italiana Telecom de "congelar" em bancos do exterior pelo menos US$ 90 milhões pertencentes à telefônica Entel, nacionalizada há duas semanas pelo presidente Evo Morales.
O ministro de Obras Públicas, Oscar Coca, disse hoje que esse é o valor de recursos que supostamente os executivos italianos da Entel (Empresa Nacional de Telecomunicações) "congelaram" em contas internacionais.
"Essa atitude deles, de tirar todo o dinheiro daqui e depois 'congelá-lo', é reprovável. Acreditamos que mais de US$ 90 milhões estão fora do país", afirmou.
O ministro disse que a atitude da empresa é mais uma justificativa para que o Estado assuma o controle da companhia, com o propósito de recuperar esse dinheiro para investi-lo no país.
O Estado boliviano assumiu esta semana o controle da Entel com sete diretores, e na próxima semana deve designar o novo presidente da companhia.
Os diretores que a Telecom tinha deixaram seus cargos com o processo de "nacionalização", que aumentou a participação do Estado de 47% para 97% da empresa, ao forçar por decreto a companhia italiana a vender os 50% que possuía.
O Governo Morales fixou um prazo de dois meses para avaliar a situação da companhia e determinar quanto a Telecom receberá por sua participação.
As autoridades bolivianas participaram em 2007 de várias negociações com a Telecom para nacionalizar a Entel, mas os dois lados não conseguiram chegar a um acordo.
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