Bush encerra visita a Israel e parte para a Arábia Saudita
da Efe, em Jerusalém
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, partiu nesta sexta-feira para a Arábia Saudita após encerrar uma visita a Israel durante a qual reiterou seu apoio e amizade ao povo judeu, assim como seu compromisso de apoio na luta às "ameaças" ao redor.
Em Israel, Bush visitou locais históricos, como a cidade de Massada, onde viu o local onde cerca de 960 judeus cometeram suicídio para não se renderem às forças romanas, em um ato histórico ocorrido no século 1 que deu origem a uma rebelião na antiga Judéia.
Bush aproveitou para elogiar o país do Oriente Médio, na semana que marca os 60 anos da fundação do Estado, em 1948.
A viagem de Bush foi agendada como uma demonstração de que os EUA apoiarão o Estado de Israel na luta contra ameaças como o movimentos do movimento radical islâmico Hamas, a milícia xiita Hizbollah e a rede terrorista Al Qaeda, além da aquisição de armas nucleares pelo Irã.
O último ato da viagem do presidente dos Estados Unidos a Israel está sendo a visita, junto a sua mulher, Laura, a um museu local.
As 11h30 (5h de Brasília), o presidente americano se dirigiu, a lado da delegação que o acompanha, ao aeroporto israelense de Ben Gurion (perto de Tel Aviv), de onde viajará para a Arábia Saudita.
O país é a segunda escala de sua visita ao Oriente Médio, que inclui também uma parada no Egito.
Discurso
Nesta quinta-feira, Bush fez um discurso no Parlamento israelense [Knesset], no qual prometeu ajudar o país na luta contra "grupos terroristas" e reiterou a amizade entre EUA e Israel.
"Al Qaeda, Hizbollah e Hamas vão ser derrotados à medida que os muçulmanos da região perceberem o vazio da visão terrorista e a injustiça de sua causa", disse o presidente americano.
"Nós acreditamos que tirar vidas inocentes para alcançar objetivos políticos é sempre e em qualquer lugar errado. Então nós levantamos juntos contra o terror e o extremismo e nós nunca mais vamos baixar a nossa guarda ou perder nossa determinação", acrescentou Bush.
No discurso, Bush disse ainda que a "aliança entre EUA e Israel é inquebrável", já que sua fonte é "muito mais profunda que qualquer ameaça".
Ele afirmou também que a liberdade religiosa é algo "fundamental para uma sociedade civilizada". "Nós [os EUA] condenamos o anti-semitismo de todas as formas --seja por aqueles que abertamente questionam o direito de Israel de existir, ou por outros que permitem que eles [que questionam] existam", disse o presidente dos EUA.
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