Mundo
16/05/2008 - 10h24

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano John McCain disse nesta quinta-feira que, se for eleito presidente, ganhará a Guerra do Iraque e trará de volta a maioria das tropas norte-americanas até janeiro de 2013. Foi a primeira vez que McCain delimitou uma data para a retirada --tema importante para os eleitores-- e que mostrou uma postura menos favorável ao conflito.

A medida foi vista por especialistas como uma clara tentativa de McCain de se distanciar do presidente George W. Bush que amarga as mais baixas taxas de popularidade de seu mandato.

Em uma crítica direta ao presidente, McCain disse que acabaria com a atual política de assinar medidas provisórias para cortar o longo caminho da aprovação de leis. "Eu não subverterei o propósito da legislação fazendo medidas que indicam que eu praticarei apenas as partes que eu gosto", disse.

Do lado democrata, a pré-candidata Hillary Clinton continua determinada a se manter na corrida pela nomeação até o final. Mas, com a liderança de seu rival, Barack Obama, consolidada e suas chances cada vez mais remotas de reverter o cenário, Hillary começa a ser chamada de "coitadinha".

O jornal "The Washington Post" traz reportagem sobre a fracassada aposta presidencial de Hillary e escreve que a ex-primeira-dama virou alvo de condescendência entre os democratas e seus eleitores.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post"(EUA)
Hillary sem importância :

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Em algum ponto do caminho, Hillary Clinton se tornou "coitadinha" e o nome ficou.

Ela concorreu com um galanteador que uma vez fez toda uma audiência celebrar simplesmente assoando seu nariz (pobre Hillary) e ela perde Estados e delegados, aposta em uma égua que morreu (pobre Hillary) e ninguém se importa com a sua vitória na Virgínia Ocidental porque acabou. Só ela não consegue enxergar que acabou.

Há algo sobre esta mulher --que mulher!-- que se recusa a entregar os pontos e algo sobre uma grande parte deste país que a odeia por isso. Ela agora se recusa a sair da corrida que ela quase certamente perdeu e isso deixa as pessoas loucas.

"Coitadinha" é a sua resposta, uma tentativa de acabar com ela sendo condescendente. "Coitadinha" significa que Hillary está finalmente sendo deixada de lado, a sabe-tudo que tenta tanto mas nunca consegue votos suficientes para ser presidente.

Séculos atrás, ligaram Hillary com Tracy Flick, a adolescente ambiciosa e hiperativa interpretada por Reese Witherspoon no filme "Election". E é verdade, Hillary ainda está usando aquelas bandanas de estudante de quando Bill Clinton concorreu pela primeira vez à Presidência.

"The Wall Street Journal"(EUA):
McCain estabelece data para retirada das tropas do Iraque

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

O provável candidato republicano John McCain disse que, se for eleito presidente, ele ganharia a guerra do Iraque e traria a maioria das tropas norte-americanas de volta até janeiro de 2013, oferecendo sua primeira data para a retirada e refutando as críticas democratas de que ele manteria o conflito indefinidamente.

McCain disse que no final de seu primeiro mandato haveria apenas violência "esporádica" no Iraque e um pequeno contingente de forças ficaria no país sem papel de combate. Até agora, ele repetidamente se recusava a atacar qualquer tipo de data para o fim das operações de combate.

McCain falou no centro de convenção do Greater Columbus em Columbus, Ohio, destacando as conquistas potenciais de sua possível Presidência.

Sua previsão veio em um discurso em Ohio, um Estado crucial para as eleições gerais, onde ele listou uma série de promessas para a sua administração: uma Washington menos partidária e uma nova Liga das Democracias para resolver os problemas do mundo.

O republicano de Arizona continuou seu esforço para se distanciar do presidente George W. Bush, dizendo que ele acabaria com a atual política de assinar medidas provisórias para cortar o caminho da aprovação de leis. "Eu não subverterei o propósito da legislação que eu assinei fazendo medidas que indicam que eu praticarei apenas as partes que eu gosto", disse, em uma crítica direta ao presidente.

"The New York Times"(EUA)
Edwards volta aos holofotes

Reprodução
NY Times
NY Times

A caminho de uma cerimônia de premiação na cidade de Nova York nesta quinta-feira, John Edwards respondeu as perguntas de alguns repórteres sobre seu endosso ao senador Barack Obama no dia anterior.

Edwards, que concorreu à nomeação democrata, respondeu à especulação sobre o papel potencial dele na administração de Obama dizendo: "Eu não tenho interesse em concorrer como vice-presidente".

Edwards estava recebendo um prêmio em Manhattan da Demos, um centro de pesquisa liberal do qual Obama já participou. Um dia antes, Edwards estava em Michigan, ao lado de Obama, anunciando seu endosso.

"Eu achei que foi a hora certa de fazê-lo", disse ele após endossas publicamente o senador por Illinois.Ele disse que chamou Hillary antes de declarar seu apoio ao rival. "Nós não nos encontramos. eu tentei falar com ela", disse Edwards, que desde então não falou com a ex-primeira-dama.

"USA Today"(EUA)
A ação de McCain ajudou

Reprodução
USA Today
USA Today

O provável candidato republicano John McCain assegurou milhões em fundos federais para um programa de aquisição de terras que providenciaram uma fonte inesperada de dinheiro para uma empresa de Arizona cujos executivos eram grandes doadores de sua campanha, segundo mostram registros públicos.

McCain, que tornou o combate a projetos de interesse pessoal dos senadores um dos pilares de sua campanha, colocou US$ 14,3 milhões em uma conta de 2003 para comprar terras ao redor da Luke Air Force Base, terra que pertencia a SunCor Development, a maior das 50 proprietárias de terra perto da base.

Representantes da SunCor, irritados com uma lei estadual que restringia o desenvolvimento ao redor da Luke, encontrou a equipe de McCain para fazer lobby para o fundo, segundo John Ogden, presidente da SunCor na época.

A Luke pagou a SunCor US$ 3 milhões por 122 acres de terra perto da base. Foi a mais alta transação de terras dos lotes privados comprados pelo governo --três vezes mais que o valor estipulado pelo Condado e duas vezes mais que o valor estipulado pelos militares.

SunCor também doou outros 122 acres. Alan Bunnell, porta-voz de uma empresa coligada com a SunCor, Pinnacle West Capital, disse que a doação foi para minimizar os impostos da companhia e aumentar o valor da propriedade adjacente que eles possuem.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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