Mundo
16/05/2008 - 11h26

Especialistas em grafologia analisam candidatos à Casa Branca

da France Presse, em Washington

Brilhante mas fria, idealista mas impulsivo, carismático mas misterioso. Estes são os retratos feitos respectivamente para os pré-candidatos à Casa Branca Hillary Clinton, John McCain e Barack Obama por especialistas norte-americanos em grafologia.

Apesar de nos Estados Unidos a grafologia ser menos utilizada que na Europa, a arte de analisar a forma das letras de uma pessoa intriga a imprensa, que a cada eleição tenta analisar grafologicamente os candidatos.

"Já nas campanhas anteriores, eu participei dos programas. Sempre há os que não levam a grafologia a sério. Isso prejudica, porque ela funciona", assegura Sheila Lowe, grafóloga certificada há 40 anos na Califórnia.

Ao examinar as letras dos candidatos, os especialistas consultados pela France Presse têm muito a dizer, apesar de não refletir, a princípio, a imagem pública de uma pessoa. "É a capa do livro", disse Lowe.

A letra "nervosa" do republicano John McCain revelaria, deste modo, uma personalidade orgulhosa e idealista, apesar de impulsiva.

Segundo Roger Rubin, grafólogo há 30 anos, o candidato republicano é capaz "de ações súbitas em direções inesperadas".

O elegante mas desproporcional "J" de John indicaria um grande ego, características também encontradas no "B" de Barack.

No caso de Obama, a interpretação do estranho "O" é visto de modo unânime pelos especialistas consultados. "Ele nega o sobrenome da sua própria família", analisa Rubin, recordando que o senador tinha dois anos quando seu pai saiu de casa.

Se a fluidez da assinatura do candidato democrata é a marca da sua grande inteligência e de sua arte da diplomacia, sua falta de legibilidade denotaria a necessidade de proteger sua vida privada. "Ele não quer que o conheçam bem", resume Arlyn Imberman, autora de "Signatures for sucess" (Assinaturas para o sucesso, em tradução livre).

Com Hillary Clinton e sua assinatura clara e equilibrada, "não há mistério", diz Lowe.

A simplicidade das letras "l" seria sinal de um intelecto brilhante e de seu perfeccionismo, enquanto a verticalidade da escrita indicaria que a ex-primeira-dama pensa "mais com a cabeça do que com o coração".

O alto segundo traço do "H" de Hillary seria a prova da sua ambição. "Mas há suficientes curvas na escrita para dizer que ela se preocupa com as pessoas", diz Imberman.

Contudo, ao contrário da imagem passada pela assinatura do seu marido Bill Clinton, a candidata não teria muita "empatia", afirmaram unanimemente os especialistas.

Comentários dos leitores
Roberto Souza (91) 09/07/2008 10h20
Roberto Souza (91) 09/07/2008 10h20
CURITIBA / PR
"Há certa estranheza pelo fato de que se queira fazer um ato de campanha das eleições nos Estados Unidos na Alemanha. A nenhum candidato à chefia de governo alemã ocorreria fazer algo parecido em Washington ou na Praça Vermelha de Moscou" disse hoje o vice-porta-voz do governo alemão, Thomas Steg. " Hussein anda com o desconfiômetro desligado.. Que fique claro; os governantes mundiais querem McCain no comando da superpotência global. sem opinião
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SAO PAULO / SP
Será que a alta astronômica do preço do petróleo não é vingança dos EUA contra o fato de, desde 1945, não terem ganhado mais nenhuma guerra (o Kwait não conta, porque Sadam fugiu)? Essas guerras no Iraque e no Afeganistão estão com a cara do Vietnã e vai ser um vexame fugir com o rabo entre as pernas desses dois lugares. Mas não vai haver outra solução, porque a causa de crise econômica mundial é a queda do dólar, diante dos déficts impagáveis que o belicismo norte-americano está criando. O mundo todo paga essas guerras impossíveis. Cada bala que um soldado norte-americano dispara é paga pelo mundo todo: os déficts crescem, o dólar cai, o petróleo aumenta, todos pagamos. A inação da ONU torna esse órgão cada vez mais inútil. Só depois que todos os participantes da suposta "coalisão" se afastarem começará a reação dos poderosos contra as guerras. Não tem jeito. Os norte-americanos destruíram dois países, Iraque e Afeganistão, ameaçam destruir a economia mundial e tudo isto sem a mínima oissibilidade de vitória bélica. A Sétima Cavalaria não vai sair do celulóide dos filmes para salvar a cara de uma campanha destinada ao fracasso. 1 opinião
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Roberto Souza (91) 09/07/2008 08h24
Roberto Souza (91) 09/07/2008 08h24
CURITIBA / PR
Não resta mais espaço para ingênuidades e tolices. Hussein é um centrista em um país de centro direita, e não mudará NADA. Os EUA não são bipartidários por acaso, e não haverá nada de esquerdóides "liberalistas" maculando a história da superpotência. A "novidade" Democrata é mais a favor da construção do muro com o México do que os Republicanos! Sem falar no intervencionismo na Amazônia, e outras opiniões que fazem desse cara um grande desfigurado político. É por essas e outras que, ganhando McCain ou Hussein, os EUA permanecerão na sua linha central de mais de 2 séculos. Ninguém deve esperar outra coisa. 7 opiniões
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