Bush chega à Arábia Saudita para buscar apoio contra extremismo
da Efe, em Riad
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou nesta sexta-feira a Riad, onde deve buscar um maior apoio saudita contra o extremismo no Oriente Médio, a crescente influência do Irã e a alta dos preços do petróleo.
| Haraz N. Ghanbari/AP |
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| O presidente George W. Bush é recebido pelo rei Abdullah em Riad |
Segundo fontes sauditas, as crises no Líbano e no Iraque e o andamento das negociações israelo-palestinas ocuparão também um lugar de destaque na agenda das conversas de Bush com o rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz.
Durante a estadia de um dia de Bush em Riad, os dois países devem assinar um acordo de cooperação para o uso pacífico da tecnologia nuclear.
O presidente americano foi recebido no aeroporto da capital saudita pelo rei Abdullah e pelo emir de Riad, príncipe Salman, entre outras autoridades, que o acompanharão ao sítio do rei em Al Janadriya para um almoço.
No local, os dois líderes devem celebrar o 75º aniversário das relações entre Estados Unidos e o reino saudita, um importante aliado político e econômico árabe de Washington e o maior produtor e exportador de petróleo do mundo.
Reunião
Comentaristas e diplomatas em Riad destacam que o soberano saudita comunicará a Bush a preocupação pelo lento processo de negociação entre palestinos e israelenses, e pela situação humanitária em Gaza, devido ao bloqueio imposto por Israel sobre a região.
Riad considera que o bloqueio a Gaza, a falta de um avanço tangível no processo de paz e a construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia dificultam o processo de paz e dão pretexto ao Irã e aos grupos extremistas, como o libanês Hizbollah e o palestino Hamas, para ganhar popularidade na região árabe.
Os EUA e a Arábia Saudita concordam, enquanto isso, com a necessidade de apoiar o governo do primeiro-ministro libanês, o sunita Fouad Siniora, contra a milícia xiita pró-iraniana Hizbollah, assim como contra a crescente influência do Irã no Líbano e Iraque.
No entanto, os comentaristas descartam que Riad respalde uma ação militar contra Teerã por suas atividades nucleares, já que prejudicaria as economias das ricas monarquias árabes petrolíferas do Golfo Pérsico.
Petróleo
Em relação à alta dos preços do petróleo, Arábia Saudita e outros importantes membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reiteraram nas últimas semanas que não pensam em realizar uma reunião para estudar a situação no mercado antes de setembro.
Os membros da organização acreditam que a alta nos preços do petróleo se deve ao enfraquecimento do dólar e a questões políticas, e que as atuais provisões são suficientes.
O preço do petróleo alcançou US$ 127 o barril (159 litros) na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York), cerca de US$ 30 a mais que durante a primeira visita de Bush em Riad, aumentando a pressão sobre a economia americana.
A Arábia Saudita possui aproximadamente um quarto dos recursos petroleiros do mundo e os especialistas cifram em US$ 46 bilhões o volume de suas trocas comerciais com os EUA.
Bush, que iniciou na quarta-feira em Israel sua viagem pelo Oriente Médio, deve ir amanhã ao Egito.
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