Mundo
16/05/2008 - 14h35

Obama diz que Bush e McCain alimentam "medo e desonestidade"

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama criticou o seu rival republicano, John McCain e o atual presidente dos EUA, George W. Bush pelos "ataques desonestos e divisivos" sobre a suposta política pró-terrorista defendida pelos democratas.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Dakota do Sul --que realiza suas primárias democratas em 3 de junho--, Obama respondeu duramente o discurso de Bush diante do Parlamento israelense (Knesset), no qual o presidente falou ser "falsa ilusão" achar que o diálogo com ditadores pode trazer alguma mudança.

"Este é exatamente o tipo de ataque apelativo que dividiu nosso país e nos aliena do resto do mundo", disse Obama. "Eles estão tentando enganar e criar um clima de terror. Não dizem a verdade", completou.

Diante do questionamento dos repórteres, Obama afirmou que a política armamentista de Bush é o tipo de "hipocrisia" que os EUA estão vendo em sua política externa, "o tipo de política que vende o medo, que encoraja o medo e que efetivamente preveniu que ficássemos mais seguros".

No discurso de comemoração dos 60 anos de Israel, Bush disse que "alguns parecem acreditar que devemos negociar com os terroristas e radicais, como se um argumento ingênuo os persuadirá que eles estão errados o tempo inteiro".

O comentário de Bush foi visto como uma crítica indireta à política externa defendida por Obama que propõe diálogo aberto com os líderes de países tidos como inimigos históricos dos EUA, como Cuba e Irã.

Obama afirmou ainda, em um argumento comum na campanha democrata, que McCain "tem uma crença inocente e irresponsável que a atual política de Washington vai, de alguma forma, fazer com que o Irã desista de seu programa nuclear e do apoio ao terrorismo".

Hamas

Recentemente, um assessor de Obama, Robert Malley, demitiu-se da equipe após ter sido consultado por um jornal britânico sobre suas reuniões com o grupo islamita palestino Hamas, informou a imprensa americana nesta sexta-feira (9).

Malley, que trabalha para o Grupo de Crise Internacional, disse que servia como um assessor "informal" de Obama sobre o Oriente Médio.

Ele explicou à rede NBC News que decidiu renunciar depois que o jornal "Times" londrino o procurou para saber de seus contatos com o Hamas. O grupo é considerado terrorista por Washington e pela União Européia.

"Decidi, com base no fato de que isso iria se tornar uma distração, que era melhor me retirar de qualquer associação com a campanha", declarou à NBC.

"Meu trabalho com o Grupo de Crise Internacional é me reunir com todo tipo de gente, limpa e não limpa, e informar sobre o que dizem. Nunca neguei com quem me reúno. Isso é o que eu faço", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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