Obama diz que Bush e McCain alimentam "medo e desonestidade"
Colaboração para a Folha Online
O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama criticou o seu rival republicano, John McCain e o atual presidente dos EUA, George W. Bush pelos "ataques desonestos e divisivos" sobre a suposta política pró-terrorista defendida pelos democratas.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Dakota do Sul --que realiza suas primárias democratas em 3 de junho--, Obama respondeu duramente o discurso de Bush diante do Parlamento israelense (Knesset), no qual o presidente falou ser "falsa ilusão" achar que o diálogo com ditadores pode trazer alguma mudança.
"Este é exatamente o tipo de ataque apelativo que dividiu nosso país e nos aliena do resto do mundo", disse Obama. "Eles estão tentando enganar e criar um clima de terror. Não dizem a verdade", completou.
Diante do questionamento dos repórteres, Obama afirmou que a política armamentista de Bush é o tipo de "hipocrisia" que os EUA estão vendo em sua política externa, "o tipo de política que vende o medo, que encoraja o medo e que efetivamente preveniu que ficássemos mais seguros".
No discurso de comemoração dos 60 anos de Israel, Bush disse que "alguns parecem acreditar que devemos negociar com os terroristas e radicais, como se um argumento ingênuo os persuadirá que eles estão errados o tempo inteiro".
O comentário de Bush foi visto como uma crítica indireta à política externa defendida por Obama que propõe diálogo aberto com os líderes de países tidos como inimigos históricos dos EUA, como Cuba e Irã.
Obama afirmou ainda, em um argumento comum na campanha democrata, que McCain "tem uma crença inocente e irresponsável que a atual política de Washington vai, de alguma forma, fazer com que o Irã desista de seu programa nuclear e do apoio ao terrorismo".
Hamas
Recentemente, um assessor de Obama, Robert Malley, demitiu-se da equipe após ter sido consultado por um jornal britânico sobre suas reuniões com o grupo islamita palestino Hamas, informou a imprensa americana nesta sexta-feira (9).
Malley, que trabalha para o Grupo de Crise Internacional, disse que servia como um assessor "informal" de Obama sobre o Oriente Médio.
Ele explicou à rede NBC News que decidiu renunciar depois que o jornal "Times" londrino o procurou para saber de seus contatos com o Hamas. O grupo é considerado terrorista por Washington e pela União Européia.
"Decidi, com base no fato de que isso iria se tornar uma distração, que era melhor me retirar de qualquer associação com a campanha", declarou à NBC.
"Meu trabalho com o Grupo de Crise Internacional é me reunir com todo tipo de gente, limpa e não limpa, e informar sobre o que dizem. Nunca neguei com quem me reúno. Isso é o que eu faço", disse.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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