Mundo
16/05/2008 - 19h05

Huckabee compara ruído a Obama se atirando ao chão após ver arma

Colaboração para a Folha Online

O ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee, ao comentar sobre um barulho ouvido durante seu discurso na "National Rifle Association", afirmou que deveria ser o pré-candidato democrata Barack Obama se atirando ao chão porque alguém apontou uma arma a ele.

10.fev.08 - AP
Ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee satiriza Barack Obama
Ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee satiriza Barack Obama

Ao ouvir o barulho, Huckabee afirmou: "Esse era Barack Obama. Ele acabou de cair da cadeira. Ele estava se preparando para fazer um discurso e alguém apontou uma arma para ele e ele... ele se atirou ao chão".

Após o comentário, houve um pequeno murmúrio no público. O Comitê do senador democrata não fez comentários sobre o episódio.

Huckabee venceu o "caucus" de Iowa e outras sete primárias republicanas antes de desistir da disputa. Ele saiu da corrida pela nomeação quando o agora provável candidato John McCain obteve uma série de vitórias sucessivas e passou a liderar a disputa por uma grande diferença de delegados.

McCain e Mitt Romney --outro ex-pré-candidato republicano-- também estiveram na convenção da NRA nesta sexta-feira

Armas

Obama conversou com repórteres nesta sexta-feira em Watertown, Dakota do Sul, e afirmou que o Partido Republicano deve utilizar a questão das armas para obter o voto dos conservadores do sul --onde a caça é uma atividade freqüente-- nas eleições gerais.

"As pessoas têm o direito de portar armas. Mas não há nada de inconsistente em também dizer que nós podemos instituir leis de senso comum para que não tenhamos mais crianças sendo mortas nas ruas de cidades como Chicago. Essas são leis que eu acho que a maioria dos norte-americanos acreditam", acrescentou Obama.

O senador democrata defende análises psicológicas mais minuciosas do perfil de possíveis compradores de armas e a obrigatoriedade da instalação de travas de segurança nas pistolas.

Suas propostas incluem também a acusação criminal dos pais das crianças que firam alguém sem intenção com armas encontradas em casa.

McCain, por outro lado, opõe-se ao controle do uso de armas que, segundo o pré-candidato, já teria provado ser um fracasso no combate ao crime. Ele também se opõe aos períodos de espera para comprar armas, exigência da política norte-americana para avaliar o comprador, mas defende a limitação de vendas durante exposições.

O republicano apoiou a legislação que exige que fabricantes de armas incluam no produto travas de gatilho, mas é contrário a proibição da venda de armas semi-automáticas para civis. Ele apóia a análise de perfil psicológico realizada pelas lojas de armas em possíveis compradores.

A Associação Nacional de Rifle dos Estados Unidos concede notas a políticos de acordo com sua postura em relação ao uso e venda de armas. Para John McCain, eles concederam uma nota média, embora tenham afirmado em março deste ano que sua pontuação pode ser revisada em razão dos registros de votação.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
Maria Regina Ruiz (16) 24/07/2008 00h07
RIO DE JANEIRO / RJ
Sr. José Nunes, agradeço da mesma forma. Torna-se mesmo difícil abordar questões relativas a uma terra que até hoje é chamada de "santa" sem entrar no mérito da questão. Minha intenção foi saber se o sr. ficaria restrito ao Antigo Testamento ou se chegaria mais adiante, já que o Deus é o mesmo e a profecia do Apocalipse segue a mesma linha das anteriores, ou seja, conflitos entre o que seria o "bem" e o que seria o "mal", aí cada religião dá a sua interpretação... Mas o grande detalhe para mim, nesse caso, é chegar à conclusão bíblica de que não serão os povos do Antigo Testamento, atuais muçulmanos, os guerreiros de uma possível batalha em Israel. Veja que estou falando em profecias, não que acredite piamente nelas, mas na História mais recente não tem sido o povo árabe o grande perseguidor do povo de Israel, existe sim um conflito de terras que inclusive impede o sonho do "Grande Oriente Médio" de Shimon Peres. Me corrija por favor se estiver errada. sem opinião
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Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Gustavo Pereira (37) 23/07/2008 11h22
Aproveitando agora o periodo de hibernacao do ciclo eleitoral nos EUA vou comentar a respeito dos problemas com as pesquisas de opiniao nos EUA, como eu havia prometido. Pesquisas de opiniao nos EUA estao sujeitas a um erro muito maior do que no Brasil por dois motivos: 1) o voto popular nacional nao interessa, mas o desempenho em cada Estado e no colegio eleitoral; e 2) o voto nao eh obrigatorio, entao eh preciso "adivinhar" quem vai votar. Ha dois casos emblematicos para ilustrar o primeiro motivo: a eleicao de 2000 quando Gore teve 540 mil de votos a mais que Bush e nao se tornou presidente, e a eleicao de 1980 quando Reagan obteve soh 50,7% do voto nacional, mas venceu em 44 dos 50 Estados americanos. No Brasil eh mais facil ponderar os resultados de uma pesquisa e ajusta-los baseados em informacoes demograficas nacionais do eleitorado porque o voto eh obrigatorio. Nos EUA, eh necessario fazer esse ajuste Estado por Estado e ainda adicionar uma receita caseira pelo Instituto de pesquisa pra adivinhar quem vai votar. Essas receitas sao normalmente baseadas em identificacao partidaria (% de Republicanos, Democratas e Independentes) e demografia do eleitorado que compareceu as urnas em eleicoes passadas em cada Estado. Isso quer dizer que se houver grupos bem mais/menos entusiasmados nessas eleicoes do que nas anteriores, eh provavel que essa receita caseira de ponderacao nao funcione e as pesquisas nao reflitam o resultado real. 1 opinião
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rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
rafael sampaio (3) 23/07/2008 09h47
Simplesmente mais um presidente. Só isso. Não há nada de novo. 5 opiniões
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