Mundo
17/05/2008 - 10h02

Bush prolonga sanções contra Mianmar por mais um ano

da France Presse, no Egito

O presidente George W. Bush anunciou neste sábado que prolongou por mais um ano as sanções tomadas pelos Estados Unidos contra a Junta Militar que controla Mianmar, apesar de assegurar que isso não irá afetar a ajuda americana às vítimas do ciclone Nargis.

Em uma mensagem dirigida ao Congresso, Bush disse que as ações do regime militar continuam sendo "hostis aos interesses dos Estados Unidos" e representam "uma ameaça contínua e extraordinária para a segurança nacional e a política exterior dos EUA".

O presidente disse ainda que "essa medida não afeta os esforços americanos para administrar ajuda ao povo de Mianmar após o ciclone Nargis", que deixou cerca de 78 mil mortos e milhares de desaparecidos.

Em julho de 2003, após a repressão contra a Liga Nacional para a Democracia e a imposição de prisão domiciliar da sua líder, Aung San Suu Kyi, Bush proibiu a importação de produtos provenientes de Mianmar, assim como a exportação de serviços financeiros americanos para o país.

Oriente Médio

Bush chegou neste sábado ao Egito para se reunir com líderes do Oriente Médio, em meio as crescentes críticas dos países árabes, que o consideram demasiado inclinado em favor de Israel nas negociações de paz com os palestinos.

Ele deve se reunir com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o rei da Jordânia, Abdallah II, o presidente afegão, Hamid Karzai, e autoridades do Iraque e do Paquistão, antes de participar do Fórum Econômico sobre o Oriente Médio no domingo (18).

O Fórum Econômico Mundial sobre o Oriente Médio, considerado uma espécie de Davos regional, irá reunir cerca de 1.500 pessoas, entre elas chefes de Estado, empresários e ministros de 55 países.

Bush realiza seu segundo giro regional desde janeiro após a conferência de Annapolis (Estados Unidos) em novembro, que teve como objetivo retomar o paralisado processo de paz entre israelenses e palestinos. Contudo, as esperanças de se chegar a um acordo antes do final do seu mandado, em janeiro de 2009, se reduzem a cada dia.

 

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