Mundo
18/05/2008 - 09h01

Mortos ultrapassam 32,4 mil; China declara luto de três dias

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da Folha Online

O número de mortos vítimas do terremoto de 7,9 graus na escala Richter que atingiu a China na última segunda-feira (12) aumentou para mais de 32,4 mil, enquanto o número de pessoas feridas chegou a mais de 220 mil, informou a agência de notícias Xinhua, citando a central de emergência do Conselho de Estado.

Arte Folha Online

Seis dias após o terremoto que devastou o sudoeste chinês, o governo declarou luto nacional de três dias pelas vítimas do tremor. Segundo a Xinhua, o período de luto terá início nesta segunda-feira (19). Às 14h28 (3h28 de Brasília), serão observados três minutos de silêncio.

De acordo com o último balanço oficial, o total de mortos é de 32.477 e o total de pessoas feridas, de 220.109. Ontem (17), os números oficiais divulgados foram de 28.881 pessoas mortas e 198.347 feridas.

Apenas na Província de Sichuan --onde foi registrado o epicentro do terremoto-- um total de 31.978 pessoas morreram e outras 209.905 ficaram feridas. Estatísticas da central de emergência mostram que o número de mortos apenas nas localidades de Deyang e Mianyang, cidades da Província, atingiu 10.341 e 11.874, respectivamente.

O vice-governador de Sichuan, Li Chengyun, afirmou que mais de 9.500 pessoas continuam soterradas na região, seis dias após o terremoto. Ele afirmou ainda que 36.563 pessoas foram retiradas dos escombros até este domingo e mais de 4,5 milhões de pessoas estão em abrigos do governo.

Vincent Yu/AP
Prédio danificado pelo tremor do último dia 12 em Sichuan; mortos passam de 32 mil
Prédio danificado pelo tremor do último dia 12 em Sichuan; mortos passam de 32 mil

Equipes de resgate da Rússia, Japão, Coréia do Norte e Cingapura ainda batalham para encontrar sobreviventes, mas as réplicas do terremoto que ainda acontecem na China dificultam o trabalho dos funcionários designados para o trabalho.

Fora de Sichuan, foram registradas 364 mortes na Província de Gansu, 113 na Província de Shaanxi, 16 em Chongqing, duas na Província de Henan, uma na Província de Yunnan, uma na Província de Hubei, uma na Província de Guizhou e outra na Província de Hunan.

O presidente da China, Hu Jintao, continuou hoje sua visita pelas zonas devastadas, onde afirmou aos sobreviventes que o governo não os abandonará.

Ele também pediu às autoridades provinciais que comecem a iniciar planos para recuperar a normalidade da vida diária, com proteção especial a órfãos e incapacitados.

Segundo fontes oficiais, a água acumulada em represas e lagos, que ontem forçou a retirada de milhares de pessoas na zona por risco de inundações, se soltou e já não existe perigo.

As autoridades insistem na importância da desinfecção e medidas higiênicas para evitar focos epidêmicos.

Com Xinhua e Efe

 

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