ONU afirma que homofobia é cúmplice da Aids na América Latina
da Efe, na Guatemala
A ONU informou que a homofobia continua sendo o cúmplice da Aids na América Latina, onde 2,5 milhões de pessoas sofrem da doença.
A homofobia é uma aversão, ódio, medo, preconceito ou discriminação contra homens e mulheres homossexuais, bissexuais, transgêneros, travestis e transexuais, indica em comunicado o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para a América Latina, César Núñez.
Para encarar o problema, segundo Alberto Stella, coordenador da Unaids para Honduras, Costa Rica e Nicarágua, é necessário um processo educativo que determine mudanças sociocultural para a construção de uma sociedade livre de estigma e discriminação à diversidade de gênero e/ou de orientação sexual.
"A homo, lesbo e transfobia são parte dos maiores obstáculos às atividades de prevenção e à abordagem dos fatores estruturais e que impulsionam a epidemia [da Aids] e estão associados à violência de gênero", disse o coordenador da Unaids para o Cone Sul, Rubén Mayorga.
"Sem a abordagem da homofobia não é possível ter um enfoque de direitos humanos nem de desenvolvimento humano sobre a epidemia, já que cerca de dois terços dos casos de Aids na região latino-americana são de homens que fazem sexo com homens", disse Mayorga.
Ele também afirmou que devem ser planejadas estratégias para prevenir a infecção pelo HIV desta população, assim como reduzir seu efeito.
As declarações, divulgadas na Guatemala, ocorrem no marco da comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia.
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