Tocha olímpica e Bolsas param na China em luto por terremoto
da Folha Online
Uma semana após o terremoto de 7,9 graus na escala Richter que deixou ao menos 32.500 mortos, a China interrompeu o revezamento da tocha olímpica e pretende fechar as Bolsas para marcar a tragédia.
O revezamento da tocha será adiado até quinta-feira (22), em sinal de luto pelas vítimas do terremoto, informou à Efe um porta-voz do governo de Jiaxing.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog, em inglês) tomou esta decisão neste domingo, depois que o Conselho de Estado (Executivo) decidiu estabelecer os dias 19, 20 e 21 de maio como jornadas de luto oficial, acrescentou o responsável.
Tanto os mercados de valores de Xangai e Shenzhen como os de futuros de matérias-primas em Xangai, Zhengzhou e Dalian suspenderão sua cotação temporariamente, anunciou a agência oficial Xinhua.
O Conselho de Estado ordenou o luto oficial e as bandeiras oficiais já estão hasteadas a meio mastro, enquanto todas as atividades de diversão pública foram suspensas.
O terremoto, o pior a atingir a China em 30 anos, deixou ao menos 220 mil feridos e um rastro de destruição em várias cidades da Província de Sichuan.
Em Sichuan, cerca de 9.500 pessoas ainda devem estar debaixo de escombros, e já se presume que a maioria esteja morta, segundo a Reuters.
A China recebe ajuda que inclui equipamentos especiais e cães farejadores de diferentes locais como Japão, Rússia, Taiwan, Coréia do Sul, Estados Unidos e Cingapura.
As doações domésticas e do exterior chegaram a 6 bilhões de yuan (R$ 1,4 bilhão). A experiência de outros terremotos mostram que algumas pessoas conseguem sobreviver até há cerca quinze dias sob os escombros, segundo a Reuters.
Com Efe, Reuters e Xinhua
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