Colômbia considera deserção de guerrilheira um golpe contra as Farc
da Folha Online
A deserção da guerrilheira Nelly Ávila Moreno, conhecida como Karina, é um golpe fundamental contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) porque ela comandava era uma frentes mais violentas do grupo, disse o ministro do Interior e Justiça colombiano, Carlos Holguín.
Ela comandava a frente 47 das Farc e era considerada pelas autoridades como a mulher mais sanguinária da guerrilha.
Holguín reiterou que a entrega de Karina, que perdeu um olho em um confronto anterior com o Exército, "é um golpe fundamental (contra as Farc), porque esse era uma das frentes mais ativas e mais violentas".
O funcionário explicou que segundo informações do ministério Karina também ofereceu a entrega de outros membros da frente 47 das Farc.
A guerrilheira se entregou à Polícia Secreta (DAS) em um município do noroeste do país, segundo o ministro.
Pressão
O comandante da 4ª Brigada do Exército, general Pablo Rodríguez, disse a jornalistas que Karina se entregou porque se sentia muito pressionada, passava fome e estava desmotivada e cansada da guerra.
Acrescentou que a guerrilheira foi recolhida, por helicópteros, em uma paragem do Departamento (Estado) de Antioquia.
Em março, o guerrilheiro Pablo Montoya, subordinado a Karina, decidiu assassinar o chefe rebelde Iván Ríos --membro do comando central das Farc-- e se entregou às autoridades, levando o corpo da vítima, sua companheira e seu notebook, para pedir uma recompensa.
Montoya, que entregou às autoridades uma das mãos de Ríos, para comprovar a ação, forneceu informações sobre Karina.
Ela teria decidido se entregar por medo de ter o mesmo destino que Ríos. Recentemente, o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, enviou uma mensagem pública à guerrilheira, fazendo a oferta de que se entregasse em troca de garantias de sua integridade física.
Com Efe
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