Mundo
19/05/2008 - 15h21

Bush diz que foi mal interpretado em discurso criticado por democratas

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da Efe, em Washington
da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que sua crítica àqueles que defendem uma "conciliação com ditadores" foi mal interpretada. O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama sentiu-se atingido e reagiu às afirmações do presidente na última quinta-feira (15).

Em discurso no Knesset, o Parlamento israelense, Bush comparou aqueles que defendem o diálogo com países inimigos com os que defendiam uma conciliação com Hitler antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Obama, que diz que se for eleito presidente se disporá a falar com os líderes de Cuba e Irã, sentiu-se atingido e respondeu com uma dura crítica à política externa da Casa Branca. O discurso de Bush, segundo ele, representa "uma politização extraordinária da política externa".

Em entrevista exibida nesta segunda-feira no programa Today, da rede NBC, Bush afirmou que a interpretação dada "não foi exatamente a correta".

A Casa Branca afirma que essas declarações foram dirigidas contra os que defendem o diálogo com inimigos, particularmente contra o ex-presidente americano Jimmy Carter, que recentemente se reuniu com representantes do grupo radical palestino Hamas.

Segundo Bush, sua "política não mudou, mas evidentemente o calendário político sim". "O povo tem de ler meu discurso [para saber o que dizia]", acrescentou. "O que disse é que temos de levar a sério o que o povo diz, e quando um líder iraniano diz que quer destruir Israel, é preciso levar a sério", disse.

Em seu discurso no Knesset, Bush afirmou: "Alguns parecem acreditar que nós devemos negociar com os terroristas e radicais, como se um argumento ingênuo os persuadirá que eles estão errados o tempo inteiro". Bush afirmou ainda que é uma "falsa ilusão" pensar que o terrorismo pode ser evitado através do diálogo.

 

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