Mundo
20/05/2008 - 08h41

Obama marca novo recorde de campanha com evento para 75 mil pessoas

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama atraiu a atenção do seu partido e da mídia norte-americana ao atrair cerca de 75 mil pessoas em seu comício em Portland, Oregon, que realiza suas primárias nesta terça-feira.

Retratado pelos principais jornais como "um mar de gente", o público do comício deste domingo --que incluía até pessoas em barcos no rio Willamette-- foi o maior de toda a campanha de Obama.

Os organizadores disseram que o dia de primavera, ensolarado e o entusiasmo por Obama entre os eleitores com alto nível de educação em uma cidade tida como liberal --assim como o senador-- foram as causas do grande público.

Mas Obama já é conhecido como um candidato das massas. No mês passado, o senador atraiu 35 mil pessoas ao parque da Independência na Filadélfia. Em dezembro, 30 mil foram ao seu evento junto a apresentadora Oprah Winfrey em Columbia, na Carolina do Sul.

Greg Wahl-Stephens/AP
Texto: Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks to supporters at a campaign rally on the banks of the Willamette River in Portland, Ore., Sunday, May 18, 2008. (AP Photo/Greg Wahl-Stephens)
Democrata Barack Obama faz discurso diante de platéria recorde de 75 mil pessoas

E para reunir grandes multidões, a equipe de campanha de Obama leva a arte de atrair o público para um nível sem precedentes, utilizando recursos novos, como a internet e tradicionais, como o boca-a-boca.

"Comícios são muito importantes por três grandes razões: eles dão um bom momento, permitem que um grande número de pessoas vejam Barack e criam um mecanismo organizacional para ganhar a eleição", diz o diretor de campanha Steve Hildebrand.

Desde o início, a campanha de Obama se beneficiou de uma presença muito forte na internet e uma larga rede de arrecadação de verba, ambos instrumentos utilizados por sua campanha para construir multidões.

Quando uma cidade é escolhida para um comício, a campanha imediatamente envia um e-mail para todos os apoiadores convidando-os para o evento. Os organizadores também incentivam seus apoiadores a divulgar o evento em sites de relacionamento, como o Facebook e até no próprio site de campanha.

A campanha também usa métodos mais tradicionais como propagandas de rádio e ligações telefônicas automáticas. Os voluntários entregam folhetos em campus e colégios, onde Obama tem grande apelo.

Josh Earnest, que foi diretor de comunicação de Obama em Iowa e Texas, lembra-se de como a campanha tinha apenas 48 horas para atrair público para um comício em Austin, Texas.

"Texas foi um desafio porque nós não tínhamos uma estrutura organizacional no local", disse Earnest que utilizou a base de voluntários e a mídia para ajudar a divulgar o evento.

Entre outras coisas, Earnest disse que a campanha convidou programas de televisão locais para cobrir ao vivo o evento, de um lugar privilegiado. No final, cerca de 20 mil pessoas apareceram.

A campanha de Obama usa os comícios para coletar o máximo de informações sobre os entusiastas de Obama, incluindo e-mail e número de telefone, para expandir sua base de apoio. Estas pessoas serão convidadas diretamente para os próximos eventos e, como não poderia faltar, para fazer doações.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca