Mundo
20/05/2008 - 11h34

Eleitores vão cedo às urnas nas prévias democratas de Kentucky

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Colaboração para a Folha Online

Nesta terça-feira, os eleitores democratas fazem fila para votar nas primárias democratas de Kentucky, em mais uma etapa da acirrada corrida democrata pela nomeação. A votação também acontece em Oregon, onde os eleitores levam suas cédulas de votação, recebidas por correio, na sede local do partido até às 20h (24 horas em Brasília).

Com as urnas abertas às 6h (7h em Brasília), dezenas de eleitores chegaram cedo e fizeram fila nas portas do colégio Erpenbeck, em Florence. Segundo relatos do jornal local "The Kentucky Post", o movimento nos colégios eleitorais foi constante durante estas primeiras horas de votação. As urnas serão fechadas às 18h (19h em Brasília).

No Estado, que coloca em jogo 51 delegados, a pré-candidata democrata Hillary Clinton é vista como grande favorita. As pesquisas de opinião dão a ela uma margem de 30 pontos percentuais, com 58% das intenções de voto contra apenas 28% de seu rival, Barack Obama.

Por isso, Hillary passou os últimos dias em intensa campanha pelo norte do Estado, incluindo um comício nesta segunda-feira, no qual pediu para que os eleitores compareçam às urnas e mantenham a corrida democrata até o final.

Já neste domingo, ela falou aos eleitores do Estado que, se todos comparecerem, "será enviada uma mensagem para nosso país de que não se pode parar a democracia no meio do caminho".

"Você não diz para alguns Estados que eles não podem votar e outros Estados que já tiveram a oportunidade que eles são, de alguma forma, mais importantes", disse a ex-primeira-dama.

Sobre a escolha dos eleitores entre ela e Obama, Hillary disse que os eleitores "devem pensar nisso como uma decisão sobre quem contratar". "Venham e votem por mim na terça-feira. Eu trabalharei exaustivamente por vocês", disse, enquanto seu marido, ex-presidente dos EUA Bill Clinton e sua filha, Chelsea Clinton foram a Oregon.

Oregon

Em Oregon, que conta com um eleitorado de jovens e eleitores com maior nível de escolaridade, Obama lidera com uma margem de dez pontos percentuais; 50% contra 40%, segundo as últimas pesquisas.

Com a liderança no número de delegados, votos populares e superdelegados, Obama deve apenas confirmar sua vantagem após a divisão dos 52 delegados estaduais em jogo.

Até o momento, Obama lidera a disputa pelos delegados com 1.909 contra 1.718 de Hillary, segundo dados da CNN. Restam ainda quatro primárias democratas que, juntamente com as votações de hoje, colocam em jogo mais 189 delegados.

Pelo sistema eleitoral dos Estados Unidos no qual os delegados são divididos proporcionalmente à porcentagem de votos, Hillary tem chances remotas de conquistar 191 delegados para equiparar-se com Obama.

Da mesma forma, é pouco provável que Obama consiga os 116 delegados para chegar aos 2.026 exigidos para garantir a nomeação ainda neste ciclo de primárias. E é este o principal argumento de Hillary para se manter determinada na corrida, embora o rival tenha maior número de delegados, votos populares e superdelegados.

Republicanos

Os republicanos de Oregon e Kentucky também votam nas primárias partidárias nesta terça-feira. Mas para o partido, a votação não altera o cenário político já que John McCain garantiu sua candidatura às eleições gerais em março, com mais de 1.191 delegados.

Oregon coloca em jogo 27 delegados republicanos enquanto Kentucky determina o voto de 42 delegados republicanos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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