Mundo
20/05/2008 - 14h10

McCain critica "tirania" cubana e afirma que manterá embargo ao país

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da Folha Online

O provável candidato republicano para a Casa Branca, John McCain, afirmou nesta terça-feira em Miami que a população cubana continua vivendo sob uma tirania, e disse que os presos políticos enchem as prisões da ilha.

"Os cubanos continuam vivendo sob uma tirania e sua luta continua", afirmou McCain em um discurso realizado pelo aniversário da instauração da República de Cuba, no dia 20 de maio de 1902.

"Chamar de reformas as pequenas mudanças econômicas introduzidos pelo presidente cubano, Raúl Castro, soa bastante cínico aos presos políticos que enchem as prisões cubanas" e aos "milhões que sofrem com a pobreza e a repressão na ilha", discursou.

O republicano afirmou que manterá o embargo norte-americano sobre a ilha. Ao referir-se ao embargo, ele assinalou que, se for eleito, seu governo "proporcionará mais assistência moral e material aos ativistas que valentemente desafiam o regime a cada dia".

"Meu Departamento de Justiça perseguirá vigorosamente os funcionários cubanos envolvidos em assassinatos de americanos, tráfico de drogas e outros crimes. Que ninguém se engane: Cuba está destinada a ser livre", exclamou o senador pelo Arizona.

"O embargo deve continuar até que os elementos de base de uma sociedade democrática sejam estabelecidos", afirmou.

Sobre os prisioneiros políticos de Cuba, McCain prometeu que fará pressão sobre o regimes castrista para a liberação deles, sem nenhuma condição prévia. O republicano também prometeu pressionar à ilha "para legalizar os partidos políticos e os sindicatos, pela liberdade de imprensa e eleições sob o controle internacional".

McCain se comprometeu ainda a "não esperar de forma passiva a chegada da liberdade e da democracia a Cuba". Para isso, afirmou que irá se opor frontalmente às "aspirações do castrismo de dar refúgio aos fugitivos da Justiça dos EUA".

Crítica

Voltando ao clima acirrado de campanha, McCain pediu aos democratas que adotem uma posição firme e similar à sua e atacou o pré-candidato Barack Obama por sua "mudança de critério" a respeito de Cuba.

"O senador Obama mudou agora sua postura, e passou a dizer que é partidário somente da suavização do embargo a Cuba, e não de sua suspensão, como expressava há alguns anos", afirmou.

"Ele quer, além disso, sentar-se [para dialogar], sem condições prévias, com Raúl Castro", indicou o candidato republicano, que afirmou que essa decisão enviaria a "pior mensagem possível aos ditadores cubanos".

"Deveríamos dar esperanças ao povo cubano e não ao regime de Castro", finalizou, acrescentando que se chegar à Casa Branca, "pressionará o regime de Cuba para que liberte todos os prisioneiros políticos de forma incondicional".

Mesmo sem ter a candidatura democrata garantida, Obama é tratado por McCain e sua equipe como rival certo nas eleições gerais. A tática republicana foca em classificar Obama como um candidato inexperiente para o cargo de presidente.

Já Obama quer que os norte-americanos vejam McCain como uma extensão dos dois mandatos do atual presidente George W. Bush.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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