Obama declara ter maioria de delegados; CNN projeta vitória em Oregon
da Folha Online
O pré-candidato Barack Obama não perdeu tempo e logo após a vitória folgada de Hillary Clinton nas primárias do Estado de Kentucky anunciou sua primeira vitória nesta noite de terça-feira: atingiu a maioria de delegados do Partido Democrata.
Segundo projeção da CNN, ele deve ter uma segunda vitória ainda nesta madrugada, nas primárias em Oregon, onde a apuração já está em curso.
"Esta noite, Iowa, nos alcançamos a maioria de delegados democratas para as eleições presidenciais", disse para a platéia que lhe deu a primeira vitória em primárias democratas.
A conquista de Obama vai ajudá-lo a convencer os superdelegados (membros da "elite" do partido com voto livre) que ainda não declararam seu voto de que ele é o único pré-candidato com legitimidade para ser o candidato oficial dos democratas.
Obama tem agora, segundo a CNN, 1932 delegados, mas é pouco provável que ele consiga ainda os delegados que precisa para chegar aos 2.026 exigidos pelas regras do partido para selar a nomeação.
Este é o principal argumento de Hillary para se manter na corrida, embora o rival tenha, além da maioria de 1624 delegados, mais votos populares e de superdelegados.
Discurso
Em discurso em Iowa, o senador por Illinois elogiou sua rival. "Eu a parabenizo pela vitoria desta noite. Hillary mostrou coragem e persistência durante a corrida".
Em seguida, Obama seguiu com sua tática de ataque à McCain, uma forma de mostrar que se importa mais com a disputa com o republicano do que com a disputa com Hillary, que considera, nos bastidores, liquidada.
A partir daí, Obama trouxe à tona a principal mensagem de seu discurso: mudança.
"McCain não trará nenhuma mudança", disse, referindo-se ao seu mote de campanha "Change: we can believe in" (Mudança: nós podemos acreditar).
"A jornada é longa, mas nós estamos prontos para a mudança", afirmou, ressaltando que a campanha está trazendo um nível de energia entre os democratas que deve ser usado para unir o partido contra os republicanos.
O senador deixou ainda uma pergunta que acredita ser a mais importante para a escolha do próximo presidente dos EUA.
"A mesma pergunta feita no início é feita agora: Vamos continuar iguais ou vamos mudar? Olhar para o passado ou para o futuro?"
Atualizado 00:46
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