Mundo
21/05/2008 - 04h14

Após obter maioria de delegados eleitos, Obama vence em Oregon

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da Folha Online

Atualizado às 6h10

O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama vence as primárias de Oregon por 16 pontos e consegue mais uma vitória após obter o apoio de mais da metade dos delegados eleitos do partido.

Com apenas 52 delegados em jogo, Oregon não deve alterar significativamente o cenário da disputa pela candidatura democrata para as eleições gerais. Contudo, ainda mantém Obama na frente na disputa pela nomeação democrata à Casa Branca.

O senador lidera a corrida pela nomeação com com 1.932 delegados contra 1.770 de Hillary Clinton (1.493 delegados e 277 superdelegados), segundo dados da CNN. Restam ainda quatro primárias democratas que, juntamente com as votações de Oregon e Kentucky --ocorridas nesta terça-feira--, colocam em jogo mais 189 delegados.

Nesta terça-feira, Obama somou 1.648 delegados, mais da metade entre os 3.253 disputados na corrida. É pouco provável que ele consiga nas próximas prévias delegados suficientes para angariar o voto dos 2.026 delegados democratas exigidos pelas regras do partido para selar a nomeação.

Entretanto, a conquista de Obama vai ajudá-lo a convencer os superdelegados (membros da "elite" do partido com voto livre) que ainda não declararam seu voto de que ele é o único pré-candidato com legitimidade para ser o candidato oficial dos democratas.

Segundo a CNN, Obama vai com 305 superdelegados para a Convenção Democrata de agosto.

Kentucky e Oregon

Mesmo com menores chances ante Obama, a senadora Hillary Clinton voltou a destacar que seguirá na disputa após a vitória em Kentucky. Hoje, a senadora obteve 65% dos votos no Estado e conseguiu o apoio de 37 delegados. Obama teve somente 30% dos votos (e 14 delegados).

"Hoje eu tenho pensado por que estamos aqui. Não é somente para vencer uma primária ou para vencer as eleições gerais, mas para realizar o sonho americano, onde cada homem e mulher tem uma chance justa", afirmou a senadora.

Mas a senadora anunciou que sua vitória mostra que ainda pode se manter na corrida, embora o rival tenha maior número de delegados, votos populares e superdelegados.

Sobre a escolha dos eleitores entre ela e Obama, Hillary disse que os eleitores "devem pensar nisso como uma decisão sobre quem contratar". "Venham e votem por mim na terça-feira. Eu trabalharei exaustivamente por vocês", disse, enquanto seu marido, ex-presidente dos EUA Bill Clinton e sua filha, Chelsea Clinton foram a Oregon.

No Oregon, Obama recebeu 58% dos votos (21 delegados), contra 42% de Hillary (14).

Michigan e Flórida

Hillary aposta na reunião do Comitê Democrata de Regras em 31 de maio que considerará as propostas de Michigan e Flórida para validarem seus delegados.

Em janeiro, quando os dois Estados adiantaram a votação contra as determinações do Partido, a cúpula democrata anulou os resultados e proibiu que os seus delegados fossem à convenção nacional.

Caso estes delegados sejam colocados de novo na disputa pela nomeação, o número mínimo de delegados para garantir a candidatura subirá de 2.026 para 2.209, afastando Obama ainda mais de uma vitória antecipada.

Na época, obedecendo à determinação do partido, Obama não fez campanha nos Estados e, em Michigan, nem ao menos colocou seu nome na cédula de votação. Assim, a grande maioria destes delegados iria para Hillary, que ganhou por larga margem.

Republicanos

Os republicanos de Oregon e Kentucky também votaram nas primárias partidárias desta terça-feira. Mas, para o partido, a votação não altera o cenário político já que John McCain garantiu em março o número de delegados suficiente para ser o candidato, com mais de 1.191 delegados.

A apuração em Kentucky já está terminada e McCain obteve 72% dos votos, contra 8% de Mike Huckabee e 7% de Ron Paul.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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