Mundo
21/05/2008 - 07h52

Como previsto, Hillary ganha em Kentucky e Obama vence em Oregon

Colaboração para a Folha Online

Como indicavam as pesquisas de intenção de voto, a pré-candidata democrata Hillary Clinton ganhou as primárias democratas de Kentucky, com uma margem de 35 pontos percentuais. Já seu rival, Barack Obama, ganha em Oregon com 58% dos votos.

Com a totalidade dos votos apurada em Kentucky, Hillary teve 65% dos votos contra 30% de Obama. Segundo estimativas da rede de televisão CNN, ela deve ganhar 37 dos 51 delegados em jogo no Estado.

Para Obama, a derrota em Kentucky teve ares de grande vitória. Com pelo menos 14 delegados garantidos, segundo estimativas da CNN, o senador ficou com 1.627 delegados eleitos, a maioria dos 3.253 em jogo neste ciclo de primárias democratas.

O estrategista-chefe de Obama, David Axelrod, declarou após os resultados de Kentucky que conseguir a maioria dos delegados eleitos foi "uma importante conquista", mas não o final da corrida.

Em Oregon, com 86% dos votos apurados, Obama ganha com uma margem de 16 pontos percentuais. Isso deve dar ao senador, ainda segundo estimativas, 21 dos 52 delegados eleitos no Estado.

Contudo, as primárias desta terça-feira ainda não determinaram oficialmente um ganhador. Embora esteja a frente no número de delegados e votos populares, Obama não alcançou os 2.026 delegados necessários para garantir a nomeação democrata para as eleições gerais.

Por enquanto, na contagem geral da CNN, Obama conta com 1.953 delegados contra 1.770 de Hillary. E com mais três primárias por vir e apenas 86 delegados em jogo, nenhum dos dois pré-candidatos deve alcançar o número mínimo.

Assim, como previsto, a candidatura democrata estará nas mãos dos superdelegados, os 796 líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias na convenção democrata nacional, em 25 de agosto, em Denver.

Discurso

Depois dos resultados de Kentucky, Hillary agradeceu seus apoiadores por darem a ela uma vitória "mesmo em um momento de probabilidades remotas". "Nesta noite, nós alcançamos uma importante vitória", disse.

"Não é apenas a bluegrass de Kentucky [música típica local] que é música para meus ouvidos. É o som de seu voto de confiança mesmo quando enfrentamos probabilidades remotas", discursou.

Mesmo diante de uma pressão cada vez maior para desistir da corrida e acabar de vez com a prolongada disputa democrata, Hillary assegura que está determinada a continuar. Suas chances agora estão em uma decisão favorável sobre a anulação da votação na Flórida e Michigan, que foram punidas por adiantar a data das suas primárias e em um apoio em massa dos superdelegados ainda indecisos.

"Eu continuarei na corrida até que nós tenhamos um nomeado, mas nós não teremos um hoje, nem amanhã e nem no próximo dia", disse Hillary, na véspera das primárias.

As pesquisas de boca-de-urna no Estado apontam que Hillary ganhou de Obama em eleitorados de todas as faixas etárias, classe sociais e níveis de escolaridade.

Segundo a sondagem, 89% dos eleitores do Kentucky são brancos. Entre eles, Hillary teve 70% dos votos, contra 22% de Obama.

Como visto em outras primárias, entre os eleitores negros o cenário inverte-se. Entre os 9% dos eleitores negros do Kentucky, Obama ganhou 87% dos votos conta apenas 7% da rival.

A votação em Kentucky mostrou também os preocupantes sinais da divisão entre os democratas. Cerca de dois terços dos eleitores de Hillary garantiram que não votariam nas eleições gerais ou que votariam no candidato republicano, caso Obama seja nomeado.

Apenas 33% dos eleitores dela disseram apoiar Obama no cenário das eleições gerais.

União

Em clima de campanha presidencial, Obama negou que o Partido Democrata terá problemas para unificar os eleitores, após determinar seu candidato à Presidência.

"Alguns podem ver os milhões e milhões de votos depositados para cada um de nós como evidência que nosso partido está dividido, mas eu vejo como prova de que nós nunca estivemos com mais energia e unidos em nosso desejo de levar este país em uma nova direção", disse, na noite desta terça-feira.

"Mais do que qualquer coisa, nós precisamos desta união e desta energia nos próximos meses, porque enquanto a nossa primária foi longa e disputada, a mais difícil e mais importante parte da nossa trajetória ainda está por vir", afirmou Obama.

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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