Milhares protestam na França contra reforma da previdência
da Efe, em Paris
Centenas de milhares de pessoas se manifestaram nesta quinta-feira na França contra a reforma da previdência promovida pelo governo conservador, que, em um contexto econômico desfavorável, enfrenta crescentes tensões sociais, dos pescadores até os professores, passando pelos funcionários públicos.
Apesar disso, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reiterou sua disposição em prosseguir com as reformas, apesar dos descontentamentos e de uma popularidade que não ultrapassa os 35% nas pesquisas.
Mais de 700 mil pessoas, segundo o sindicato Confederação Geral do Trabalho (CGT), e 296 mil, de acordo com a polícia, fizeram manifestações hoje em mais de cem cidades em defesa das pensões e contra o plano governamental de alongar em um ano, até 41 anos, o período de contribuição para ter direito ao benefício completo.
Ao contrário de em outras ocasiões, o impacto das paralisações trabalhistas convocadas no transporte público foi limitado.
O governo e os sindicatos sabem que aumentar em um ano o período de contribuição não resolverá por si só o financiamento das pensões, que passará de 15,1 bilhões de euros em 2015 a 47,1 bilhões de euros em 2030 e a 68,8 bilhões em 2050, segundo as previsões.
Para reduzir o déficit da previdência poderiam ser adotadas medidas como aumentar as contribuições, elevar a idade legal da aposentadoria --que é de 60 anos, mais baixo que em outros muitos países europeus-- ou cortar o nível das pensões.
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