OMS envia equipamentos de saúde para evitar epidemias na China
da Folha Online
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviará em caráter emergencial suprimentos médicos à China que irão atender a 130 mil pessoas, informou a agência da ONU nesta quinta-feira.
A OMS enviará também uma equipe de especialistas para colaborar com o governo chinês na reconstrução da infraestrutura de saúde, como hospitais e postos de saúde, que viraram "pilhas de escombros" após o terremoto na Província de Sichuan em 12 de maio que causou a morte de mais de 50 mil pessoas.
| Bern Settnik /Efe |
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| Unidade móvel de saúde da Cruz Vermelha é enviada da Alemanha à China |
Os especialistas da organização também irão levar às áreas mais afetadas pelo tremor -- os arredores de Sichuan--, equipamentos para garantir água potável e limpa, além de cloro e banheiros químicos, peças fundamentais para o controle de doenças contagiosas como a diarréia.
"A OMS já identificou que a chave para a questão do controle da saúde das pessoas é prevenir e controlar as epidemias" disse o doutor Eric Laroche, diretor de "gestão de crises de saúde" da OMS.
"Mas o desafio a longo prazo é como reconstruir a infraestrutura de serviços de saúde", disse.
Doenças
Mais de 5.000 trabalhadores da área da saúde estão mobilizados na desinfecção de centenas de vilas atingidas pelo tremor. Médicos e enfermeiros trabalham nos campos para abrigar refugiados.
Hospitais da Província de Sichuan estão lotados devido aos cerca de 300 mil feridos, o que forçou o governo a colocar mais trens em circulação para transferir as vítimas para centros médicos de outras regiões do país. Comboios de ambulâncias também foram utilizados.
Em torno de 20 mil sobreviventes estão abrigados no estádio de Jiujiang na cidade de Mianyang, que fica a cerca de duas horas de Chengdu, capital da Província chinesa de Sichuan.
O governo chinês enviou um suprimento urgente de milhões de doses de vacinas contra hepatite, encefalite, febre hemorrágica e cólera às áreas afetadas, segundo a imprensa local.
Vítimas
Mais de 80 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas após o terremoto que atingiu a China há dez dias, em uma das piores catástrofes naturais ocorridas nas últimas décadas no país.
De acordo com autoridades chinesas, cerca de 51 mil pessoas morreram --quase dez mil a mais que o número do dia anterior. Outras 29 mil estão desaparecidas, e quase 300 mil ficaram feridas.
A chuva e os tremores secundários que atingiram a China após o terremoto agravam os riscos aos cerca de 100 mil homens empenhados no resgate.
"Houve vários tremores secundários, e a estação de chuvas começa em junho", disse Yun Xiaosu, vice-ministro de Infra-Estrutura.
"É muito provável que haja mais desastres geológicos que tragam mais danos à área".
Engenheiros também monitoram os cerca de 30 lagos formados devido a deslizamentos de terra em regiões de vales de rios, que poderiam causar enchentes em cidades da região.
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