Mortos passam de 55 mil na China; reconstrução deve levar três anos
da Folha Online
Os mortos no terremoto de 7,9 graus na escala Richter que atingiu a China há 11 dias já passam de 55 mil, informaram autoridades locais nesta sexta-feira. Segundo o governo chinês, a reconstrução de edifícios e estradas deve levar cerca de três anos.
O número oficial de mortos é de 55.740, além dos 24.960 desaparecidos, de acordo com informações do governo. Cerca de 300 mil pessoas também ficaram feridas devido ao tremor.
| Greg Baker/AP |
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| Menina chinesa caminha entre retratos de colegas de escola mortos em terremoto |
Autoridades chinesas informaram que há necessidade de 3 milhões de barracas para os cerca de 5 milhões de desabrigados pelo tremor de 7,9 graus, que destruiu milhares de escolas e prédios em cidades e vilas próximas ao epicentro, na Província de Sichuan.
"Precisamos de mais de 3,3 milhões de barracas", disse ontem o porta-voz da Chancelaria Qin Gang, reiterando o apelo à comunidade internacional feito pelo governo chinês.
Ele afirmou que 400 mil barracas já foram entregues aos sobreviventes do terremoto.
Cerca de 30 novos lagos se formaram na região da Província de Sichuan depois que o terremoto formou barreiras nos rios, que podem desabar e causar inundações na área.
"A curto prazo, não acreditamos que haja risco", disse Zhu Bing, vice-diretor do Departamento de Recursos Hídricos de Sichuan. No entanto, os lagos estão localizados na área afetada, onde há réplicas. Caso haja um tremor forte, há risco de desabamento".
Segundo o vice-governador da Província, Li Chengyun, a reconstrução das estradas e cidades deve levar três anos.
Uma equipe médica italiana de 25 membros montou um hospital móvel na cidade de Mianzhu.
Nenhum sobrevivente foi resgatado dos escombros desde a quarta-feira (21), mas, segundo Li, as buscas continuam.
"Não desistiremos de tentar salvar as pessoas", afirmou o vice-governador.
Doenças
Mais de 5.000 trabalhadores da área da saúde estão mobilizados na desinfecção de centenas de vilas atingidas pelo tremor. Médicos e enfermeiros trabalham nos campos para abrigar refugiados.
| Arte Folha Online |
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O governo chinês enviou um suprimento urgente de milhões de doses de vacinas contra hepatite, encefalite, febre hemorrágica e cólera às áreas afetadas, segundo a imprensa local.
Na cidade de Bailu, a cerca de duas horas de Chengdu, capital da Província de Sichuan, cartazes pedem que os moradores sigam cuidados de higiene para evitar epidemias.
Segundo Liu Qiang, professora de uma universidade de medicina em Hubei que foi à área atingidas para ajudar as vítimas, a falta de água potável pode causar problemas de saúde.
"As pessoas estão sofrendo com alergias e feridas devido ao uso de água suja", disse Liu.
"Gripes e febres também são comuns", acrescentou ela.
Equipamentos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviará em caráter emergencial suprimentos médicos à China que irão atender a 130 mil pessoas, informou a agência da ONU nesta quinta-feira.
| Jason Lee/Reuters |
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| Trabalhador desinfeta área de estádio que abriga sobreviventes na cidade de Mianyang |
A OMS enviará também uma equipe de especialistas para colaborar com o governo chinês na reconstrução da infra-estrutura de saúde, como hospitais e postos de saúde, que viraram 'pilhas de escombros' após o terremoto na Província de Sichuan em 12 de maio que causou a morte de mais de 50 mil pessoas.
Os especialistas da organização também irão levar às áreas mais afetadas pelo tremor -- os arredores de Sichuan--, equipamentos para garantir água potável e limpa, além de cloro e banheiros químicos, peças fundamentais para o controle de doenças contagiosas como a diarréia.
"Já identificamos que a chave para a questão do controle da saúde das pessoas é prevenir e controlar as epidemias", disse o doutor Eric Laroche, diretor de gestão de crises da OMS.
"Mas o desafio a longo prazo é como reconstruir a infra-estrutura de serviços de saúde", disse.
Pandas
Seis pandas foram retirados de seu habitat em Wolong, região próxima da área do epicentro, devido à falta de comida, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
"Há água suficiente agora, mas há falta de alimentos. Os pandas precisam com urgência de bambu e maçãs", disse Xiong Beirong, da agência florestal da Província de Sichuan.
Dois pandas que estão desaparecidos desde o dia do tremor ainda não foram localizados.
com Associated Press
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