Hillary pede desculpas por citar assassinato de Kennedy
da Folha Online
A pré-candidata à Presidência Hillary Clinton pediu desculpas por citar o assassinato de Robert F. Kennedy ao defender sua decisão de continuar na disputa pela nomeação do Partido Democrata.
"Eu me arrependo se a referência a esse momento de trauma de toda a nação --e em particular da família Kennedy-- tenha sido ofensiva. Eu certamente não tinha essa intenção", disse a ex-primeira-dama na sexta-feira.
O episódio ocorreu durante evento de campanha de Hillary na Dakota do Sul, que realiza prévia do partido em 3 de junho.
Em resposta a uma questão sobre abandonar a disputa, ela afirmou: "Meu marido não conseguiu a nomeação em 1992 até vencer a primária da Califórnia em algum momento no meio de junho, certo? Nós todos lembramos que Bobby Kennedy foi assassinado no meio de junho na Califórnia. Sabe, eu simplesmente não entendo", afirmou, rechaçando a idéia de sair da corrida.
Hillary disse que não entendia a razão, dada essa história, de alguns democratas pedirem para ela desistir.
Sua fala sobre o assassinato durante o evento causou rápidas respostas dos assessores de seu rival Barack Obama. "A declaração de Hillary foi inoportuna e não tem lugar nesta campanha", disse Bill Burton, porta-voz de Obama.
A porta-voz de Hillary Mo Elleithee disse que a senadora apenas se referia ao seu marido e a Kennedy como "exemplos históricos do processo de nomeação adentrando o verão e qualquer leitura além dessa seria imprecisa e revoltante."
Desculpas
A pré-candidata já fez outras declarações semelhantes. Em entrevista à revista Time em março, Hillary afirmou: "as disputas primárias costumavam durar bem mais. Todos nós lembramos a tragédia de Bobby Kennedy sendo assassinado em junho em Los Angeles. Meu marido não conseguiu a nomeação em 1992 até junho, também na Califórnia. Ter uma disputa de primária indo até junho não é algo particularmente incomum."
Algumas horas após a declaração na Dakota do Sul e da repercussão negativa, Hillary decidiu se desculpar pessoalmente. "Eu estava discutindo a história das primárias democratas e ao longo dessa discussão mencionei as campanhas de meu marido e do senador (Robert) Kennedy em junho de 1992 e de 1968, e me referia a eles para mostrar que tivemos nomeações que foram até junho. É um fato histórico", declarou.
"Os Kennedys têm estado em minha mente nos últimos dias devido ao senador Kennedy", acrescentou, se referindo ao senador Edward M. Kennedy, recentemente diagnosticado com câncer cerebral. "Eu me arrependo se a referência a esse momento de trauma de toda a nação --e em particular da família Kennedy-- tenha sido ofensiva. Eu certamente não tinha essa intenção."
"Minha opinião é de que temos de olhar para o passado, para os líderes que nos inspiraram, nos deram muito, e me sinto honrada em deter o assento de Kennedy do Estado de Nova York no Senado dos EUA e tenho o maior apreço pela família Kennedy."
Com Associated Press
Leia mais
- Hillary evoca assassinato de Robert Kennedy para justificar candidatura
- Para analistas, Obama modera declarações para evitar imagem de "ingênuo"
- Veja calendário das próximas primárias e "caucus" dos EUA
- Veja repercussão das primárias de Kentucky e Oregon na imprensa internacional
- Como previsto, Hillary ganha em Kentucky e Obama vence em Oregon
- Análise: O tom dos números
Livraria da Folha
- Livro explica mudanças que marketing eleitoral trouxe às eleições; leia capítulo
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- Livro mostra como a CIA financiou artistas para mantê-los longe do comunismo
Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar