Mundo
24/05/2008 - 12h18

Hillary pede desculpas por citar assassinato de Kennedy

da Folha Online

A pré-candidata à Presidência Hillary Clinton pediu desculpas por citar o assassinato de Robert F. Kennedy ao defender sua decisão de continuar na disputa pela nomeação do Partido Democrata.

"Eu me arrependo se a referência a esse momento de trauma de toda a nação --e em particular da família Kennedy-- tenha sido ofensiva. Eu certamente não tinha essa intenção", disse a ex-primeira-dama na sexta-feira.

O episódio ocorreu durante evento de campanha de Hillary na Dakota do Sul, que realiza prévia do partido em 3 de junho.

Em resposta a uma questão sobre abandonar a disputa, ela afirmou: "Meu marido não conseguiu a nomeação em 1992 até vencer a primária da Califórnia em algum momento no meio de junho, certo? Nós todos lembramos que Bobby Kennedy foi assassinado no meio de junho na Califórnia. Sabe, eu simplesmente não entendo", afirmou, rechaçando a idéia de sair da corrida.

Hillary disse que não entendia a razão, dada essa história, de alguns democratas pedirem para ela desistir.

Sua fala sobre o assassinato durante o evento causou rápidas respostas dos assessores de seu rival Barack Obama. "A declaração de Hillary foi inoportuna e não tem lugar nesta campanha", disse Bill Burton, porta-voz de Obama.

A porta-voz de Hillary Mo Elleithee disse que a senadora apenas se referia ao seu marido e a Kennedy como "exemplos históricos do processo de nomeação adentrando o verão e qualquer leitura além dessa seria imprecisa e revoltante."

Desculpas

A pré-candidata já fez outras declarações semelhantes. Em entrevista à revista Time em março, Hillary afirmou: "as disputas primárias costumavam durar bem mais. Todos nós lembramos a tragédia de Bobby Kennedy sendo assassinado em junho em Los Angeles. Meu marido não conseguiu a nomeação em 1992 até junho, também na Califórnia. Ter uma disputa de primária indo até junho não é algo particularmente incomum."

Algumas horas após a declaração na Dakota do Sul e da repercussão negativa, Hillary decidiu se desculpar pessoalmente. "Eu estava discutindo a história das primárias democratas e ao longo dessa discussão mencionei as campanhas de meu marido e do senador (Robert) Kennedy em junho de 1992 e de 1968, e me referia a eles para mostrar que tivemos nomeações que foram até junho. É um fato histórico", declarou.

"Os Kennedys têm estado em minha mente nos últimos dias devido ao senador Kennedy", acrescentou, se referindo ao senador Edward M. Kennedy, recentemente diagnosticado com câncer cerebral. "Eu me arrependo se a referência a esse momento de trauma de toda a nação --e em particular da família Kennedy-- tenha sido ofensiva. Eu certamente não tinha essa intenção."

"Minha opinião é de que temos de olhar para o passado, para os líderes que nos inspiraram, nos deram muito, e me sinto honrada em deter o assento de Kennedy do Estado de Nova York no Senado dos EUA e tenho o maior apreço pela família Kennedy."

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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