Sobe para seis o número de mortos devido a forte réplica do terremoto na China
da Folha Online
A forte réplica do terremoto de 12 de maio deixou seis mortos, segundo informaram autoridades chinesas nesta segunda-feira. O sismo de 6,4 graus na escala Richter, o mais forte registrado desde o terremoto que arrasou a Província de Sichuan e matou mais de 60 mil pessoas, deixou mais de 500 feridos.
Segundo a agência oficial Xinhua, a réplica causou a destruição de mais de 71 mil casas no sudoeste da China, onde a ajuda internacional para os milhões de desabrigados continua a chegar.
| Arte Folha Online |
|
Quatro dos mortos foram confirmados na província noroeste de Shaanxi, na fronteira com o epicentro da réplica, em Sichuan (sudoeste), e 20 feridos estão em estado muito grave na cidade de Hanzhong. Os mortos em Shaanxi estavam em um arrozal no distrito de Xixiang quando aconteceu a réplica.
No distrito de Qingchuan (Sichuan), fronteiriço com Shaanxi e Gansu, e onde foi localizado o epicentro da réplica, duas pessoas morreram e 480 ficaram feridos. Nove cidades sofreram cortes em suas telecomunicações, informou a agência de notícias Xinhua.
Na cidade de Longnan, província noroeste de Gansu, outra pessoa morreu e 109 ficaram feridas, 15 delas gravemente. A vítima fatal ficou soterrada sob um desmoronamento de rochas provocado pelo forte tremor nas montanhas.
Destruição
A réplica provocou o afundamento de milhares de casas na região, que se soma aos mais de 15 milhões de casas destruídas e obrigou a retirada de 14 milhões de pessoas. Cerca de 5,5 milhões ainda não tem um teto para dormir.
O governo chinês pediu mais tendas de campanha, 3,3 milhões mais especificamente, para proteger estes milhões de pessoas que dormem ao relento durante a temporada de chuvas que começa agora no sul do país.
Ao mesmo tempo, soldados do Exército tentam explodir os diques provocados pelos tremores que bloquearam rios e afluentes até o ponto de criar mais de 30 lagos que ameaçam transbordar sobre os já devastados povoados.
Outras 69 represas ficaram rachadas por causa do tremor e estão a ponto de arrebentar devido à chegada das chuvas no sul da China.
Vítimas
Logo antes desta réplica, o governo publicou um novo balanço do terremoto de 12 de maio, o mais mortífero na China em mais de 30 anos, em que afirma que o número de mortos é de 62.664, enquanto 23.775 pessoas permanecem desaparecidas e 358.816 ficaram feridas.
No sábado, o primeiro-ministro Wen Jiabao havia declarado que o número de mortos poderia ser superior a 80.000.
O terremoto de 12 de maio deixou, segundo Pequim, mais de 5,4 milhões de desabrigados, que as autoridades chineses e estrangeiras querem proteger dos riscos de epidemia agravados pela falta de água e de abrigos adequados e pela chegada das chuvas de verão.
Além disso, quase 5.500 crianças ficaram órfãs, segundo a Xinhua.
O terremoto de 12 de maio passado também danificou centenas de represas, das quais 69 correm o risco de ceder e 310 estão "numa situação muito perigosa", alertou um responsável chinês.
Para reduzir a ameaça que representam os 35 lagos artificiais formados pelos deslizamentos de terra, 34 deles em Sichuan, as autoridades começaram a recorrer a explosivos e a retirar os habitantes mais expostos ao perigo. No total, 700 mil pessoas estão em áreas de risco.
Com Efe e France Presse
Leia mais
- Tremor secundário deixa dois mortos e quase 500 feridos na China
- Mortos na China passam de 60 mil; Cuba, Rússia, EUA e França enviam ajuda
- Tibete pede suspensão de protestos em solidariedade às vítimas na China
- Mulher é resgatada após nove dias; mortos na China passam de 41,3 mil
- ONU faz minuto de silêncio por vítimas de desastres na China e Mianmar
- Oito dias após tremor que matou 40 mil, chineses ainda acham sobreviventes
Livraria da Folha
Especial


