Novos tremores derrubam ao menos 420 mil casas na China
Colaboração para a Folha Online
Ao menos 420 mil casas desabaram nesta terça-feira na Província de Sichuan (China) em razão de abalos sofridos em suas estruturas após as duas réplicas do terremoto que atingiu a região há duas semanas, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
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| Alunos passam em frente a escola; ao menos 420 mil casas desabaram após os tremores |
Os dois terremotos da tarde desta terça-feira ocorreram após às 16h (5h em Brasília), separados por um intervalo de meia hora. Os tremores chegaram a 5,4 e 5,7 graus na escala Richter, de acordo com a Rede Nacional Sísmica da China.
Um total de 63 pessoas foi ferido com os novos abalos, seis delas criticamente.
Desde o terremoto que atingiu o sudoeste da China em 12 de maio, já foram registradas 146 réplicas na Província de Sichuan, de acordo com a Xinhua.
Chuvas torrenciais
O número de mortos provocados por chuvas torrenciais na China subiu para 23 nesta terça-feira, com mais três mortes confirmadas na Província central Hubei, causadas por um raio.
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| Estudantes choram por colegas mortos nas ruínas de uma sala de aula em Sichuan; mais de 270 morreram quando a escola desabou |
No entanto, de acordo com o observatório meteorológico de Wuhan, o clima irá se tornar favorável na quarta-feira, com o aumento das temperaturas.
Nesta terça-feira, o condado de Yingshan recebeu cerca de 30 milímetros de água em apenas uma hora.
Um total de 166 pessoas foi ferido e mais de 4.600 foram retiradas de suas casas desde que as chuvas torrenciais e o granizo começaram a cair na Província de Guizhou, na noite de sábado (24).
Ao menos 538 mil pessoas em 17 cidades e condados de Guizhou estavam afetadas até as 17h (6h em Brasília) desta terça-feira. As fortes chuvas desencadearam inundações e deslizamentos de terra, além de danificarem várias casas.
Epidemia
As regiões afetadas pelos terremotos sofrem de um aumento de sintomas como febre e diarréia, mas nenhuma epidemia ou emergência médica foi registrada, de acordo com o ministério da saúde chinês.
Houve registros de doenças como tuberculose e hepatite B, mas esse tipo de doença é comum durante o verão local.
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Cerca de dez mil profissionais para prevenção de epidemias foram enviados para as áreas em questão. Segundo o porta-voz do ministério, Sun Jiahai, eles estão ajudando a monitorar as condições de higiene do local.
Estatísticas ainda incompletas divulgadas pela Xinhua mostram que 140 mil médicos de toda a China participam do trabalho de recuperação de vítimas dos terremotos, entre os quais 91.298 estão no sudoeste da Província de Sichuan, o epicentro do tremor de 7,9 graus na escala Richter que abalou a China em 12 de maio.
O governo do país também mobilizou dezenas de milhares de soldados e médicos do Exército para ajudar com o trabalho de recuperação e buscas no local.
Com France Presse, Reuters e Xinhua.
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