Veja cronologia dos principais fatos no Nepal desde a década de 90
da Efe
A Assembléia Constituinte de Nepal deve ratificar nesta terça-feira o nascimento da república e a abolição do regime monárquico vigente há 240 anos.
Veja abaixo os principais fatos ocorridos no pequeno país da Ásia meridional desde a década de 90:
Fevereiro-abril de 1990: Protestos populares obrigam o rei Birendra a aceitar o multipartidarismo.
9 de novembro de 1990: é promulgada uma Constituição que converte o Nepal em uma monarquia constitucional e democrática.
02 de maio de 1991: O governo realiza as primeiras eleições multipartidaristas que dão a vitória ao partido do Congresso.
15 de novembro de 1994: São realizadas as segundas eleições do regime democrático. Desta vez, o Partido Comunista Marxista-Leninista ganha um grande número de votos, mas não o suficiente para acabar com a sucessão do governo de coalizão.
13 de fevereiro de 1996: Começa a insurreição da guerrilha maoísta, que lidera Pushpa Kamal Dahal, conhecida como "Prachanda".
03 e 17 de maio de 1999: O Partido do Congresso ganha mais uma vez nas terceiras eleições democráticas nepaleses.
1º de junho de 2001: O príncipe Dipendra mata o rei Birendra, a rainha Aishwarya e outros seis familiares antes de se suicidar com um tiro.
04 de junho de 2001: O príncipe Gyanendra, tio de Dipendra, é coroado rei em meio a violentos distúrbios de manifestantes que exigem saber a verdade sobre o regicídio.
26 de novembro de 2001: É declarado estado de exceção depois de graves enfrentamentos entre rebeldes maoístas e soldados do Exército real.
04 de outubro de 2002: Gyanendra destitui o primeiro-ministro, Sher Bahadur Deuba, dissolve o governo e adia indefinidamente as eleições previstas para o 13 de novembro e anuncia que o mesmo assume o poder executivo.
29 de janeiro de 2003: Governo e guerrilha anunciam disposição de negociar o fim do conflito. As conversações de paz acabam em agosto do mesmo ano.
1º de fevereiro de 2005: O rei assume o poder absoluto depois de destituir o governo e declarar estado de exceção, que se mantém em vigor até o final de abril.
30 agosto 2005: Gyanendra aceita dialogar com os partidos.
3 de setembro de 2005: A guerrilha declara uma trégua de três meses na tentativa de de promover uma aliança com a oposição ao rei.
22 de novembro de 2005: Os sete partidos de oposição e a guerrilha aguardam um programa político como caminho para acabar com o poder absolutista de Gyanendra.
06 de abril de 2006: Começa uma greve geral que se transforma em revolta popular contra Gyanendra. Em três semanas de protestos reprimidos pelo Exército morrem cerca de vinte pessoas.
21 de abril de 2006: Gyanendra anuncia na televisão que transfere ao povo o poder que exercia de forma absolutista.
24 de abril de 2006: O rei aceita a restauração do Parlamento.
27 de abril de 2006: Girija Prasad Koirala, líder do Partido do Congresso, é nomeado como primeiro-ministro. Seu governo inicia no mês seguinte as negociações com a guerrilha maoísta.
21 de novembro de 2006: O líder da guerrilha, o primeiro-ministro e os líderes dos partidos de coalizão governamental firmam um acordo de paz que põe fim aos dez anos de guerra.
20 de fevereiro de 2007: A guerrilha completa a entrega de suas armas que foi supervisionadas pela ONU.
1º de abril de 2007: É apresentado diante do Parlamento um novo governo interino no qual se incorporam cinco ministros maoístas.
23 de agosto de 2007: O governo nacionaliza os setes palácios reais, incluindo a residência do rei Gyanendra, em Katmandu.
18 de setembro de 2007: Os maoístas abandonam o governo e exigem a abolição imediata da monarquia.
27 de setembro de 2007: O Banco Central de Nepal põe em circulação uma nota sem o rosto do rei Gyanendra.
23 de dezembro de 2007: Os partidos que assinaram acordo de paz concordam que a Assembléia Constituinte que for eleita na votação de abril de 2008 proclame a república. O acordo é ratificado cinco dias depois em uma resolução do Parlamento.
31 de dezembro de 2007: Os maoístas voltam ao governo.
10 de abril de 2008: O governo realiza eleições para a Assembléia Constituinte nas quais o Partido Comunista-Maoísta é o mais votado. A formação da antiga guerrilha consegue 220 dos 575 lugares elegidos pelo sufrágio.
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