Candidatos a Casa Branca fazem anúncio contra violência em Darfur
Colaboração para a Folha Online
Em um exemplo raro de união bipartidária, os três pré-candidatos à Casa Branca emprestaram seus nomes para um anúncio de jornal divulgado nesta quarta-feira acusando o governo sudanês de genocídio na região de Darfur e pedindo pelo fim da violência.
Os democratas Barack Obama e Hillary Clinton e o republicano John McCain assinaram o anúncio no "The New York Times" cujo título é "Genocídio". O anúncio traz excertos de um comunicado sobre a situação assinado pelos três presidenciáveis.
| Reprodução |
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| Site da SaveDarfur, com anúncio dos três pré-candidatos à Presidência dos EUA |
"Nós permanecemos unidos e exigimos que o genocídio e a violência em Darfur acabem", diz o anúncio, seguido pelas assinaturas dos candidatos.
"Depois de mais de cinco anos de genocídio, o governo sudanês e seus aliados continuam cometendo atrocidades contra os civis de Darfur", continua o comunicado, que teve trechos publicados no anúncio.
"Isso é inaceitável para o povo americano e para a comunidade mundial", disseram os candidatos, acrescentando que é claro que o governo sudanês esta por trás da violência.
O texto afirma ainda que os candidatos se comprometem, caso eleitos, a buscar o fim da violência em Darfur. "Seria uma grande erro pensar do regime de Cartum pensar que pode se beneficiar do fim da administração Bush. [...] Nós prometemos que a próxima administração vai continuar perseguindo este objetivos com resolução inabalável", diz o texto.
O anúncio foi pago pela SaveDarfur, organização que se autoproclama como uma aliança de 180 organizações humanitárias, religiosas e de direito.
A violência aumentou em Darfur desde 2003, quando o grupo Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) pegou em armas para reclamar de décadas de negligência e discriminação do governo dominado por árabes.
O governo sudanês é acusado pelo MJI de permitir que forças da milícia cometa atrocidades contra comunidades de etnia africana na luta com grupos rebeldes. O governo sudanês em Cartum nega as acusações.
Especialistas internacionais dizem que mais de 200 mil pessoas morreram e outras 2,5 milhões foram transferidas de Darfur devido aos conflitos. O governo de Cartum fala em números bem menores.
O presidente George W. Bush classificou os conflitos na região como genocídio.
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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