Mundo
28/05/2008 - 14h08

Candidatos a Casa Branca fazem anúncio contra violência em Darfur

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Colaboração para a Folha Online

Em um exemplo raro de união bipartidária, os três pré-candidatos à Casa Branca emprestaram seus nomes para um anúncio de jornal divulgado nesta quarta-feira acusando o governo sudanês de genocídio na região de Darfur e pedindo pelo fim da violência.

Os democratas Barack Obama e Hillary Clinton e o republicano John McCain assinaram o anúncio no "The New York Times" cujo título é "Genocídio". O anúncio traz excertos de um comunicado sobre a situação assinado pelos três presidenciáveis.

Reprodução
http://www.savedarfur.org/
Site da SaveDarfur, com anúncio dos três pré-candidatos à Presidência dos EUA

"Nós permanecemos unidos e exigimos que o genocídio e a violência em Darfur acabem", diz o anúncio, seguido pelas assinaturas dos candidatos.

"Depois de mais de cinco anos de genocídio, o governo sudanês e seus aliados continuam cometendo atrocidades contra os civis de Darfur", continua o comunicado, que teve trechos publicados no anúncio.

"Isso é inaceitável para o povo americano e para a comunidade mundial", disseram os candidatos, acrescentando que é claro que o governo sudanês esta por trás da violência.

O texto afirma ainda que os candidatos se comprometem, caso eleitos, a buscar o fim da violência em Darfur. "Seria uma grande erro pensar do regime de Cartum pensar que pode se beneficiar do fim da administração Bush. [...] Nós prometemos que a próxima administração vai continuar perseguindo este objetivos com resolução inabalável", diz o texto.

O anúncio foi pago pela SaveDarfur, organização que se autoproclama como uma aliança de 180 organizações humanitárias, religiosas e de direito.

A violência aumentou em Darfur desde 2003, quando o grupo Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) pegou em armas para reclamar de décadas de negligência e discriminação do governo dominado por árabes.

O governo sudanês é acusado pelo MJI de permitir que forças da milícia cometa atrocidades contra comunidades de etnia africana na luta com grupos rebeldes. O governo sudanês em Cartum nega as acusações.

Especialistas internacionais dizem que mais de 200 mil pessoas morreram e outras 2,5 milhões foram transferidas de Darfur devido aos conflitos. O governo de Cartum fala em números bem menores.

O presidente George W. Bush classificou os conflitos na região como genocídio.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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