McCain critica Obama por falar da Guerra do Iraque sem conhecê-la
Colaboração para a Folha Online
O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, criticou o pré-candidato democrata Barack Obama por se dizer contra a Guerra do Iraque sem ter visitado o país nos últimos dois anos.
"Dizer que fracassamos no Iraque e que não estamos conseguindo não corresponde aos fatos no terreno. Então, é preciso que lhe mostremos os fatos no terreno", afirmou McCain, durante uma reunião de campanha em Reno (Nevada), mostrando-se convencido de que os Estados Unidos 'estão ganhando' a guerra.
"Trata-se de liderança, trata-se de aprender", disse McCain, ressaltando que Obama foi ao Iraque apenas uma vez.
O porta-voz de Obama, Bill Burton, rebateu as críticas de McCain usando como base o livro "What happened: inside the Bush White House and Washington's culture of deception", lançado pelo ex-porta-voz da presidência Scott McClellan.
"No dia seguinte da confissão de um ex-porta-voz da Casa Branca de que o governo Bush usou artifícios e propaganda para nos levar à guerra, parece estranho que McCain, sempre pronto a acreditar nas justificativas da guerra, dê lição nos outros sobre a profundidade de sua compreensão sobre o Iraque", disse Burton.
Segundo a rede CNN de televisão o comitê de Obama afirmou considerar uma viagem do senador ao Iraque antes das eleições de novembro. A última vez que ele esteve no país foi em janeiro de 2006, para uma viagem de dois dias pelo país.
Paralelamente às críticas, o Partido Republicano divulgou um balanço do tempo que se passou desde a última visita de Obama ao Iraque --871 dias.
"Mesmo que não tenha nem a experiência, nem a liderança para ser comandante, Obama não fez praticamente nada para se instruir de forma direta sobre a guerra no Iraque", afirmou o presidente do Partido Republicano, Mike Duncan.
Duncan também afirmou que o rival democrata não aceita se reunir com os responsáveis militares norte-americanos que estão no Iraque e criticou as intenções de Obama em negociar com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
"Por que Obama está pronto para negociações frente a frente com (o presidente iraniano) Mahmoud Ahmadinejad, mas rejeita reuniões frente a frente em Bagdá com nossos responsáveis militares?", questionou Duncan.
Com France Presse
Atualizado às 23h02
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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