Caminhoneiros chilenos anunciam greve nacional contra alta dos combustíveis
da Efe, em Santiago
A Confederação Nacional de Donos de Caminhões do Chile convocou uma greve geral a partir da próxima terça-feira em protesto contra a alta dos preços dos combustíveis, informaram os dirigentes do órgão.
A greve, segundo indicou o presidente da organização, Juan Araya, se estenderá por 48 horas e tem caráter de advertência para as autoridades. "Nossa gente está muito inquieta, porque o governo não ofereceu soluções", completou o dirigente.
Araya acrescentou que é necessária uma injeção de pelo menos US$ 500 milhões ao Fundo de Estabilização do Petróleo chileno para atenuar a alta dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel.
"Estamos suportando altas de preços semanais e não podemos repassá-las aos geradores de carga", declarou o dirigente, que ressalta que o setor "movimenta 93% das cargas do país".
A presidente Michelle Bachelet convocou para esta quarta-feira uma reunião de emergência em seu gabinete para avaliar a situação originada pela alta dos combustíveis, e que o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, qualificou como "gravíssima".
Depois do encontro de duas horas e meia, o porta-voz do governo, Francisco Vidal, informou que medidas concretas serão anunciadas no próximo sábado pela governante.
O porta-voz do governo também pediu "paciência" aos caminhoneiros.
Amanhã subirão os preços da gasolina, do diesel, do gás e até da parafina (querosene), principal meio de calefação dos setores mais pobres do país.
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