Mundo
29/05/2008 - 10h00

Obama espera obter nomeação democrata na próxima terça-feira

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata Barack Obama disse nesta quarta-feira que espera se tornar o nomeado democrata para as eleições gerais de 4 de novembro após as últimas primárias, em Montana e Dakota do Sul, na próxima terça-feira.

Após uma acirrada disputa pela nomeação partidária com Hillary Clinton --que era tida como como candidata certa do partido no início da campanha--, Obama disse a jornalistas em seu avião que a disputa pela eleição geral começará já na semana que vem.

Durante a viagem de Denver a Chicago, Obama foi questionado se a disputa pela Presidência em novembro contra o provável candidato republicano John McCain começaria após as duas votações de terça-feira. "Sim", respondeu.

28mai08 Chris Carlson/AP
Texto: Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., talks with the media aboard his plane en route to Chicago, Wednesday, May 28, 2008. (AP Photo/Chris Carlson)
Democrata Barack Obama concede entrevista a repórteres em seu avião de campanha

O Partido Democrata trabalha internamente para garantir uma definição rápido de seu candidato. O presidente do partido, Howard Dean, já declarou que os superdelegados --membros partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias, devem escolher seu candidato logo após o resultado das primárias de 3 de junho.

A idéia é recuperar o tempo perdido e começar a campanha contra McCain. Extra-oficialmente, a equipe de Obama já investe em sua plataforma presidencial e não tem perdido oportunidades para criticar o senador republicano e associá-lo ao impopular presidente George W. Bush.

Cauteloso, Obama preferiu não declarar vitória antecipada e, indagado se seria o vencedor da disputa pela indicação, disse apenas que acreditava que sim.

Impasse

Obama ressaltou apenas que estará em "posição bastante sólida" para obter a indicação democrata após um encontro com líderes partidários neste sábado e das duas prévias de terça-feira.

Neste sábado, o Comitê de Regras Democrata se reunirá para definir um consenso sobre o impasse envolvendo as prévias de Michigan e Flórida. Os Estados tiveram suas votações anuladas após adiantarem a votação para janeiro. Desde então, democratas locais apresentam diversas soluções para revalidar suas delegações.

A equipe de Hillary também aguarda ansiosamente uma solução que pode beneficiá-la, já que ela ganhou nos dois Estados com margens amplas.

Obama disse nesta quarta-feira que a solução deste sábado será importante para "colocar a questão Michigan e Flórida no passado".

"Nesse ponto, todas as informações estarão colocadas. Não haverá perguntas sem respostas. Suspeito que quaisquer que sejam os superdelegados que permanecerão, eles poderão tomar uma decisão rapidamente após isso."

Liderança

Até o momento, Obama lidera a disputa pela nomeação em número de delegados, superdelegados e votos populares. Segundo dados da CNN, Obama conta com 1.978 delegados e superdelegados contra 1.780 de Hillary. São necessários 2.025 delegados para garantir a nomeação democrata.

"Estamos somente alguns dias distante", disse Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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