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29/05/2008 - 11h10

Hillary teria melhor desempenho nas eleições gerais, aponta pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

Nos 20 Estados em que a pré-candidata Hillary Clinton venceu durante o ciclo de primárias democratas, ela derrotaria o provável candidato republicano John McCain com 50% das intenções de voto contra 43% do republicano. O cenário foi apontado pelo instituto Gallup, em pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

Segundo a sondagem, nestes mesmos Estados Barack Obama --que lidera a disputa pela nomeação democrata-- empata estatisticamente com o senador republicano, com 45% das intenções de voto contra 46% de McCain.

Este cenário pode indicar que, mesmo atrás na corrida pela nomeação, Hillary ainda tem grande apelo entre os eleitores e pode representar uma força importante para os democratas nas eleições gerais.

O argumento é fortalecido pelo fato de que, nos 28 Estados em que Obama venceu as primárias e "caucus" democratas, não há diferença significativa no desempenho dos democratas diante de McCain. O senador republicano ganha por uma margem estatisticamente insignificante de ambos os candidatos nos cenários das eleições gerais. Ele tem 47% das intenções de voto contra 45% de Hillary e 46% contra 45% de Obama.

Estados cruciais

Entre os 20 Estados que elegeram Hillary como candidata democrata estão alguns colégios eleitorais de grande importância para as eleições gerais, como a Califórnia, Nova York (cujos eleitores historicamente votam nos democratas) e o Texas (um reduto republicano).

16abr.08 Matt Rourke/AP
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia
Os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama durante debate na Filadélfia

Mas suas vitórias mais importantes para as eleições gerais estão em vários dos Estados "roxos" (uma referência a mistura da cor azul dos democratas e vermelha dos republicanos), colégios eleitorais que não têm histórico de apoio a um único partido e são mais influenciados pelo candidato e pela campanha eleitoral.

Diante do sistema eleitoral dos Estados Unidos, estes Estados são tidos como os verdadeiros campos de batalha pela Presidência, onde carisma, apelo entre eleitores e propaganda eleitoral efetivamente influenciam os resultados das urnas.

Entre os Estados "roxos" que favoreceram Hillary estão a Pensilvânia e Ohio, além de Flórida e Michigan, que tiveram suas primárias anuladas após adiantarem a data da votação para janeiro.

Como resultado disso, os 20 Estados onde Hillary ganhou representam mais de 300 votos de colégios eleitorais enquanto os 28 Estados de Obama representam apenas 224 votos.

Permanência

O resultado da pesquisa fortalece o principal argumento da equipe de Hillary para justificar o porquê de sua permanência na corrida. Segundo seus assessores, ela seria a candidata com mais chances de vencer McCain nas eleições gerais e trazer a vitória para o Partido Democrata.

"Os Estados em que eu ganhei totalizam 300 votos eleitorais. Se nós tivéssemos as mesmas regras que os republicanos, eu seria a nomeada agora mesmo. Nós temos regras diferentes, então o que precisamos descobrir é quem pode ganhar 270 votos eleitorais [número necessário para ganhar as eleições presidenciais]", defendeu Hillary, após a vitória em Kentucky, na semana passada.

E se Hillary efetivamente perder a corrida pela nomeação, a pesquisa aponta um dos principais desafios de Obama --e do Partido Democrata-- para sua campanha presidencial. Como ganhar os votos fiéis a Hillary depois de uma campanha de intensos ataques? A resposta poderia estar em uma chapa conjunta, a chamada "chapa dos sonhos" com Hillary e Obama. Por enquanto, nenhum dos pré-candidatos confirma ou nega a possibilidade.

Estados "roxos"

A boa notícia para Hillary está efetivamente nos resultados dos Estados "roxos", Estados que, diferentemente dos redutos democratas e republicanos, são competitivos para ambos os partidos.

Nos Estados "roxos" em que Hillary ganhou, como Nevada, Novo México e Arkansas, Hillary ganha de McCain com uma margem de seis pontos percentuais: 49% contra 43%. Já Obama perde para o republicano com 43% das intenções de voto contra 46%.

Já naqueles em que Obama ganhou, como Colorado, Oregon, Minnesota, Iowa, Wisconsin, e Missouri, o senador por Illinois lidera as pesquisas de opinião com uma margem de oito pontos percentuais, enquanto Hillary perde com 45% das intenções contra 46%.

Outra grande diferença no desempenho dos democratas nos possíveis cenários das eleições gerais está nos sete redutos republicanos em que Hillary ganhou as primárias. Neles, na simulação das eleições de 4 de novembro, Hillary perde para McCain por quatro pontos percentuais enquanto Obama perde por 14 pontos percentuais.

Obama e Hillary empatam nos Estados republicanos em que o senador por Illinois ganhou, assim como nos Estados tipicamente democratas que os dois disputaram.

Os resultados são baseados em pesquisas da Gallup realizadas entre 12 e 25 de maio e que ouviram 11.491 eleitores em todo o país.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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