China publica estatuto para punir fraude no auxílio a vítimas do tremor
Colaboração para a Folha Online
As autoridades chinesas publicaram nesta quinta-feira um estatuto especial que prevê punição para a fraude ou práticas incorretas envolvendo o auxílio humanitário às vítimas do terremoto de 7,9 graus na escala Richter que atingiu o sudoeste do país. As informações foram divulgadas pela agência estatal Xinhua.
Nesta quinta-feira, o governo chinês informou que o número de mortos subiu para 68.516, cerca de 400 vítimas a mais que o balanço divulgado ontem. Um total de 365.399 pessoas ficaram feridas e 19.350 continuam desaparecidas por causa do tremor que atingiu a Província de Sichuan, no último dia 12 de maio.
| Arte Folha Online |
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A nova regulamentação foi publicada em conjunto pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCID) e pelo ministério de Supervisão.
Os dois departamentos pediram aos representantes dos governos locais que estabeleçam prioridade no trabalho de contenção dos danos e na reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto e que investiguem e punam qualquer ação que julgarem errada "sem hesitação".
A nova regulamentação proíbe o desvio de verbas e fraudes na distribuição de materiais de primeira necessidade, além de outras atitudes consideradas "desonestas". Qualquer instituição ou indivíduo que cometer atividades ilícitas será "severamente punido" pelo Partido Comunista e pelo governo.
| David Guttenfelder/AP |
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| Sobreviventes observam as ruínas da cidade de Beichuan, evacuada após o terremoto |
Ainda segundo o estatuto, aqueles que agirem contra as determinações das leis chinesas serão indiciados e julgados.
Até esta quinta-feira, o país recebeu 37,3 bilhões de yuanes (R$ 8,87 bilhões) em dinheiro e materiais de primeira necessidade entregues por doadores nacionais e internacionais.
O Escritório de Auditoria Nacional afirmou, logo após o terremoto, que controlaria o uso de dinheiro e materiais nas zonas atingidas pelo terremoto e asseguraria que os recursos fossem usados de modo adequado, de acordo com as necessidades de cada região. O Escritório disse ainda que irá investigar e lidar com qualquer tentativa de esconder, interceptar ou usar de modo errôneo as doações.
Incêndio
Um incêndio químico ocorrido em Beichuan nesta quinta-feira deixou 61 soldados feridos e dificultou ainda mais os trabalhos de resgate das vítimas do terremoto.
Uma rede de televisão estatal mostrou imagens da fumaça avançando sobre a cidade e reportou que o prédio incendiado é um depósito de água sanitária utilizada na desinfecção dos ruínas do tremor. A reportagem mostrou ainda soldados combatendo o fogo e médicos tratando os feridos.
"Os soldados inalaram a fumaça, o que afetou seus corpos. Eles estão no hospital militar", informou o líder da equipe de soldados, que não soube dizer o que começou o incêndio.
Beichuan foi devastada pelo terremoto do dia 12. As tropas de resgate evacuaram a cidade e proibiram a entrada de civis. Os oficiais dizem ainda que a cidade deve ser reconstruída em outro lugar.
Com Xinhua e Associated Press
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