Parlamento cubano diz que prévia democrata em Porto Rico é "farsa"
Colaboração para a Folha Online
O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, afirmou nesta quinta-feira que as primárias democratas marcadas para este domingo (1º), em Porto Rico, são uma "farsa" e um "espetáculo insultante".
O "espetáculo é insultante. Os candidatos democratas competirão ali por eleitores que não são parte da sociedade norte-americana e por isso não têm voto nas eleições gerais", afirmou Alarcón, em um artigo publicado pelo jornal do governo "Granma".
"Na teoria, os porto-riquenhos poderiam decidir quem será o candidato democrata, mas não poderão votar por ele ou por ela, nem por seu rival republicano", disse Alarcón, referindo-se aos democratas Barack Obama e Hillary Clinton e o republicano John McCain.
O presidente do Parlamento continua o artigo ressaltando que as primárias servem apenas para que os políticos possam fingir que se importam com Porto Rico e depois regressar aos Estados Unidos "para não se ocupar mais de Porto Rico" nos próximos quatro anos.
No dia 9 de junho, o Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas discutirá a situação de Porto Rico, que tem 3,8 milhões de habitantes. Desde 1952, a ONU considera a região um Estado livre associado aos EUA.
"A América Latina vive uma época nova e nela Porto Rico não está ausente. Sua hora, a de Porto Rico, está muito próxima. Se aproxima mais rapidamente do que alguns imaginam em um norte cheio de demagogia e ignorância", afirmou Alarcón, sobre a possível mudança.
Opinião
Os líderes cubanos constantemente escrevem ou fazem declarações públicas sobre as eleições norte-americanas. Nesta segunda-feira, Fidel Castro criticou Obama dizendo que seu plano de manter o embargo comercial a Cuba causará fome e sofrimento.
O ex-presidente escreveu em sua coluna no jornal governamental cubano que Obama é "o candidato mais avançado na corrida presidencial", mas ressaltou que ele não teve coragem de propor uma mudança na política norte-americana sobre Cuba.
"Os discursos de Obama podem ser traduzidos como a fórmula para a fome no país", escreveu Castro, referindo-se aos comentários de Obama na Fundação Nacional Cubana-americana, na semana passada.
Na ocasião, Obama disse que ele manteria as sanções comerciais a Cuba como um estímulo para uma mudança democrática na ilha. Contudo, o senador pediu para que fossem reduzidas as restrições sobre a viagem dos cubanos que moram nos EUA à ilha e também ao sobre o envio de dinheiro dos EUA a Cuba.
Castro disse que as propostas de Obama de deixar os americanos com raízes em Cuba auxiliar seus parentes mais pobres na ilha "é propaganda para o consumismo e para um modo de vida que é insustentável".
Ele reclamou que a descrição de Cuba feita por Obama --como uma ilha "não democrata" e onde "falta respeito pela liberdade e pelos direitos humanos"-- é o mesmo argumento utilizados pelos governos anteriores "para justificar seus crimes contra" Cuba.
Com France Presse
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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