Mundo
30/05/2008 - 07h47

Prévia de Porto Rico será teste do apelo de Obama entre hispânicos

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Colaboração para a Folha Online

Para o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama, as primárias democratas deste domingo (1º) em Porto Rico têm um significado diferente. Na liderança da corrida democrata há várias semanas, a votação será um teste de seu apelo entre os votos hispânicos.

O grupo tende a favorecer sua rival, Hillary Clinton, que, segundo as pesquisas de intenção de votos, tem uma margem de 12 pontos percentuais em Porto Rico, com 51% dos votos, contra 38% de Obama.

Em uma campanha não-oficial pelas eleições gerais, Obama divulgou na semana passada suas propostas para a América Latina, dando início a um renovado esforço para conquistar o crucial voto dos eleitores hispânicos nas urnas de 4 de novembro.

Os latinos nascidos nos Estados Unidos ou os naturalizados e registrados para votar respondem por 8% do eleitorado do país. Eles estão concentrados em Estados "roxos", que não têm histórico de fidelidade a um único partido. Entre eles, Nevada, a Flórida, o Novo México e o Colorado.

Obama "está iniciando uma campanha muito mais agressiva na comunidade latina", disse Freddy Balsera, um cabo eleitoral dos democratas que atua como porta-voz do pré-candidato junto aos meios de comunicação hispânicos.

21mar08 Alex Brandon/AP
Democratic presidential hopeful Sen. Barack Obama D-Ill., left, and New Mexico Gov. Bill Richardson wave at the Memorial Coliseum in Portland, Ore., Friday, March 21, 2008, where Richardson announced his endorsement of Obama. (AP Photo/Alex Brandon)
Bill Richardson anuncia seu apoio ao pré-candidato democrata Barack Obama

"Ele reconhece que esse eleitorado desempenhará um papel-chave na disputa e que seu nome não é tão conhecido como o de Hillary ou o de John McCain [provável candidato republicano]", acrescentou. Para isso, escalou o governador do Novo México, Bill Richardson, para fazer campanha em seu nome em Porto Rico --Richardson é atualmente o único governador de origem hispânica dos EUA.

Caso seja o nomeado democrata, o maior desafio de Obama estará em conquistar um eleitorado que, durante todo o ciclo de primárias, tem sido fiel a Hillary. Ela obteve uma ampla maioria dos votos latinos em Estados grandes como a Califórnia e Nova York.

Apelo

Em um anúncio de campanha no qual fala em espanhol, Obama diz: "No 1º de junho, será uma honra contar com o seu voto."

Segundo especialistas, de toda forma, o senador não teria dificuldade em conquistar o voto dos hispânicos frente ao candidato republicano.

Para Simon Rosenberg, presidente do NDN (um instituto de pesquisa ligado aos democratas), isso se deve ao fato de o Partido Republicano ter, desde 2005, adotado um discurso antiimigração visto como contrário aos latinos.

Já Hessy Fernández, porta-voz do Comitê Nacional Republicano, afirmou que são os democratas os responsáveis por defender políticas que prejudicariam as famílias e os negócios dos latinos, como o aumento dos impostos, o rechaço a tratados de livre comércio e um aparato de segurança nacional mais frágil.

"O único candidato presidencial com experiência e caráter, o único que sempre lutou pelo bem-estar e pelos temas de interesse da comunidade latina é o senador McCain", afirmou.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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