Mundo
30/05/2008 - 08h39

McCain e Obama tentam redesenhar o mapa eleitoral dos EUA

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Colaboração para a Folha Online

Uma disputa pela Presidência dos Estados Unidos entre o pré-candidato democrata Barack Obama e o provável candidato republicano John McCain pode redesenhar o mapa eleitoral do país em 4 de novembro, colocando a atenção nacional em Estados normalmente ignorados e mudando as probabilidades em colégios eleitorais tradicionais como Ohio e Flórida.

Tradicionalmente, os Estados Unidos dividem-se em Estados vermelhos, redutos republicanos concentrados principalmente no sul e no centro e azuis, redutos democratas concentrados nas costas litorâneas e na fronteira norte.

Mas no cenário das disputas destes anos, as atenções voltam-se aos Estados "roxos", aqueles que não tem um histórico de votação. Tanto McCain e Obama acreditam que podem ganhar pelo menos alguns destes Estados que votaram no partido oposto nas eleições de 2004.

"Nós estamos olhando para um campo de batalha muito maior e muito mais imprevisível do que nós vimos nos últimos ciclos eleitorais", disse à agência de notícias Reuters Dan Schnur, um consultor republicano e assessor de McCain durante as eleições de 2000.

"A equipe de Obama corretamente vê Estados republicanos onde eles podem ser competitivos", diz ainda. "Mas é muito claro que Obama também perde terreno para McCain em alguns Estados que foram seguros aos democratas no passado".

Estratégia

Com Obama na liderança da corrida pela nomeação democrata e com a candidatura tida como certa pela maioria dos especialistas, sua equipe --assim como a de McCain faz há dois meses-- mudou o foco para as eleições gerais. Ao invés da intensa campanha nos Estados com primárias marcadas, Obama viaja para colégios eleitorais importantes para 4 de novembro, como Michigan, Flórida, Missouri, Novo México e Colorado.

Estrategistas de ambas as equipes estão avaliando as pesquisas de opinião, registros de eleitores e relatórios demográficos para encontrar os Estados onde podem ganhar e alcançar os 270 votos eleitorais necessários pára chegar à Casa Branca.

A tendência, segundo especialistas, é que McCain e Obama foquem em Estados que foram cruciais para as eleições de 2004, como Michigan e Pensilvânia, ganhas pelos democratas e, 2004, e Flórida e Ohio, ganhas pelo atual presidente republicano, George W. Bush.

Ambas as campanhas também focarão nos 11 Estados nos quais os votos foram decididos por uma margem de 6 pontos percentuais ou menos na acirrada disputa presidencial de 2004. Tais porcentagens podem ser revertidas com investimentos em propaganda e eventos de campanha.

Onda democrata

Obama espera que uma onda de registros de eleitores democratas, junto aos recordes de votação entre jovens e negros, possa ajudar a propagar seu apelo das primárias para as eleições gerais. Como a votação não é obrigatória nos EUA, números altos de eleitores indo às urnas pode ser um bom sinal para os candidatos.

Os democratas vêem maiores oportunidades no Oeste, onde eles ampliaram suas chances com o apelo de Hillary Clinton na crescente população hispânica.

Os primeiros alvos da campanha incluem Novo México, Colorado e Nevada, todos ganhos por uma margem muito pequena pelo republicano Bush.

"Colorado está definitivamente em jogo e nós iremos muito bem em Nevada e Novo México", disse o diretor de campanha de Obama, David Plouffe. "Nós pensamos que isso abre um número de Estados e que forçará McCain a jogar em um campo muito, muito largo e jogar em modo mais defensivo", completa.

Do outro lado da disputa, McCain espera que sua habilidade para atrair eleitores independentes e republicanos moderados e as dificuldades de Obama entre os eleitores brancos ajudem-no em Estados tipicamente democratas, como Ohio e Pensilvânia.

"A pergunta é se Obama pode conquistar Virginias e Colorados suficientes em Estados como Ohio e Pensilvânia", diz o republicano Schnur.

"No final do dia, haverá alguns Estados em jogo em cada lado que não estavam em jogo antes, mas a divisão vermelha e azul ainda é muito óbvia", disse Doug Schoen, consultor democrata e ex-assessor do ex-presidente Bill Clinton.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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