Mundo
30/05/2008 - 08h50

Mortos na China chegam a 68,8 mil; número cresce em ritmo menor

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da Folha Online

Apesar de o número de mortos vítimas do terremoto na China continuar aumentando, o ritmo do crescimento vem sendo menor nos últimos dias. Nesta sexta-feira, o número total de mortos pelo tremor chegou a 68.858 pessoas, cerca de 340 vítimas a mais que o balanço divulgado ontem. As informações foram divulgadas pelo escritório de informação do Conselho de Estado.

Arte Folha Online

Um total de 366.586 pessoas ficaram feridas e 18.618 continuam na lista de desaparecidas por causa do tremor de 7,9 graus na escala Richter que atingiu a Província de Sichuan (sudoeste) no último dia 12 de maio.

O escritório informou ainda que 45,5 milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto, das quais 15,1 milhões tiveram de ser realocadas.

O balanço divulgado ontem pelo Conselho de Estado informava que o número de mortos vítimas do terremoto era de 68.516 pessoas.

Os hospitais receberam 88.617 feridos até esta sexta-feira. Deste total, 55.356 foram liberados, 13.828 continuam hospitalizados e outros 8.668 foram transferidos para outras partes da China --fora da Província de Sichuan-- para receber tratamento.

Alarme falso

As autoridades da cidade chinesa de Mianyang desmentiram nesta sexta-feira que tenham ordenado a retirada de 1,3 milhão de pessoas devido ao risco de transbordamento de um dos lagos formados pelo tremor registrado no país no último dia 12, como havia informado anteriormente a Xinhua.

"Não há qualquer ordem, é só um plano", disse à Efe um porta-voz --cujo nome não foi divulgado-- do Departamento de Informação do governo da cidade de Mianyang, perto do lago Tangjiashan, um dos 35 formados por causa do terremoto.

As autoridades locais lidam com três planos de contingência diante o eventual transbordamento do lago Tangjiashan: retirar 158 mil pessoas se um terço de seu volume transbordar, 1,2 milhão se a quantidade de água subir à metade e 1,3 milhão se o dique de contenção se romper.

Mais cedo, a Xinhua havia informado que o secretário do Partido Comunista da cidade de Mianyang, Tan Li, ordenou a transferência de 1,3 milhão de residentes em áreas próximas ao lago a zonas mais altas determinadas pelo governo "diante do temor" de que transborde em conseqüência das fortes réplicas.

No entanto, a fonte consultada pela Efe, que também é responsável pelo site do Departamento de Informação do Governo de Mianyang, disse que a notícia da Xinhua "não é correta" e que só são planos de contenção.

"As pessoas daqui não receberam ordens de se retirar", afirmou à France Presse, por telefone, o recepcionista do Beautiful Office Family Hotel, cujo nome não foi divulgado. "Caso o município nos ordene abandonar o local, será anunciado pela televisão e também exisitirão veículos nas ruas para alertar as pessoas", disse.

Com Xinhua e Efe

 

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