Mundo
30/05/2008 - 11h29

Democratas decidem neste sábado validade dos votos de Michigan e Flórida

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da Efe, em Washington

O Partido Democrata finaliza nesta sexta-feira os argumentos com os quais procura resolver neste sábado a complicada polêmica envolvendo Michigan e Flórida, uma decisão da qual depende tanto o futuro de Hillary Clinton quanto da própria unidade partidária.

O que está em jogo são os 368 delegados de Michigan e Flórida, dois Estados que foram punidos com a exclusão de seus delegados da Convenção Democrata de 25 de agosto por terem antecipado, sem permissão, suas primárias.

A maior defensora da anulação desta decisão é a pré-candidata Hillary Clinton que, apesar de não ter feito campanha em nenhum dos dois Estados, concorreu e venceu e agora quer somar seus delegados para reduzir a distância que a separa de Barack Obama.

O senador por Illinois retirouseu nome da cédula de Michigan, assim como outros candidatos democratas fizeram, em respeito à anulação do Partido. Ele concorreu na Flórida, onde perdeu.

Os 30 membros do Comitê de Normas e Regulamentos Democrata se reunirão amanhã em um hotel de Washington para tomar uma decisão sobre este caso, no qual o principal objetivo é chegar a um veredicto que satisfaça às duas partes e, além disso, não desautorize a punição imposta a Michigan e Flórida.

O ideal seria alcançar uma solução pactuada que fosse aceita pelos dois pré-candidatos democratas e que, além disso, evitasse um racha do partido que poderia ser muito prejudicial com a proximidade das eleições presidenciais de 4 de novembro.

Na reunião de amanhã se ouvirão os argumentos da cúpula do partido, dos defensores de Obama, assim como dos partidários de Hillary, entre os quais se encontra o vice-presidente do comitê, Alexis Herman, um antigo membro do gabinete de Bill Clinton.

Para o articulista do "New York Observer", Joe Conason, é notável como Hillary Clinton mudou sua atitude em relação à validade das primárias de Michigan e Flórida quando se tornou evidente que precisaria destes delegados para reduzir sua diferença com Obama.

A ex-primeira-dama disse publicamente que não contar estes votos seria como equiparar o processo de primárias às eleições realizadas em países sem garantias constitucionais.

Para o articulista, Hillary deveria evitar a tentação de fazer estas comparações, especialmente quando em Michigan só aparecia seu nome na cédula, e seus opositores tiveram que votar em branco ou se abster, como ocorre nos países pouco democráticos.

Os defensores de Obama deverão tomar finalmente uma postura clara sobre este conflito, no qual tentou se manter à margem para não iniciar uma guerra dialética com seus oponentes.

Os seguidores da senadora por Nova York devem se concentrar amanhã na porta do local onde ocorrerá a reunião, enquanto a campanha de Obama pediu a seus simpatizantes que evitem os protestos, para não contribuir para uma situação de "caos" no partido.

Outra posição difícil é a do presidente do partido, Howard Dean, que é acusado de ter provocado esta situação ao ter imposto aos dois Estados uma punição sem negociação prévia.

Agora, Dean tem diante de si o difícil desafio de avançar na reunificação do partido sem contradizer a si mesmo ou desautorizar as decisões do partido, para o qual era evidente que a desobediência de Michigan e Flórida merecia ser punida.

Conscientes de que a melhor solução é um acordo consensuado, o Comitê poderia decidir permitir que a metade dos delegados dos dois Estados participem da convenção. Outra opção é deixar que todos compareçam, mas com meio voto cada.

Hillary, por enquanto, quer obter todos os delegados a que tem direito nestas primárias. Se for assim, ela conseguirá uma margem de 111 delegados sobre Obama.

Isso não faria uma grande diferença em relação à situação atual, na qual o senador de Illinois lidera a apuração com 1.981 delegados, 199 mais que a ex-primeira-dama.

Mas Hillary Clinton continua vendo nesta possibilidade o único caminho que resta para convencer à cúpula do partido de que as primárias acabaram em um virtual empate, pois nenhum dos dois pode alcançar os 2.025 delegados necessários para garantir a candidatura.

Se conseguir isso, surgiriam duas possíveis soluções de futuro imprevisível: a de unir as duas candidaturas em uma só chapa e a de levar a batalha pela candidatura até a convenção de Denver (Colorado), o que arrastaria ainda mais a já prolongada disputa democrata e daria ainda mais tempo para o provável candidato republicano John McCain firmar sua plataforma presidencial.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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